7ª Arte,  Secções

Deadpool

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Wade Wilson/Deadpool não é um herói mas é exatamente aquilo de que os filmes de super-heróis precisavam. Depois de dez anos (ou mais) em desenvolvimento, Deadpool foi finalmente produzido e veio para ficar.

Em X-Men Origins: Wolverine, Wade Wilson estreou-se no grande ecrã e desiludiu os fãs da personagem de banda desenhada – tapar a boca do fala-barato mais famoso da Marvel foi uma ideia terrível e o filme foi um fiasco. Felizmente serviu de lição e o Deadpool, que chega agora aos cinemas, é fiel à banda desenhada, peculiar e extremamente engraçado.

Há, contudo, uma grande semelhança entre os dois filmes: o ator principal. Ryan Reynolds está envolvido neste projeto desde 2005 e agora, depois de muitos contratempos, veste finalmente o fato vermelho – e é dono dele! Parece que, quando acabou de filmar, levou um para casa e disse que o merecia depois de ter passado tanto tempo à espera para o vestir.

Reynolds transforma-se completamente em Deadpool, muitos acreditam que ele é Deadpool. Ter um ator no elenco que conhece, percebe e adora a essência da personagem a que está a dar vida enriquece o filme. Estou convencida de que Reynolds é uma das grandes razões pela qual o filme está a ter tanto sucesso.

Quando entrarem na sala de cinema preparem-se para algo diferente, nada neste filme é convencional. Num único filme oferecem-nos pedaços de romance e outros de terror, bem como muitas sequências de ação, e o melhor é que tudo isso faz parte de uma história de vingança. Estamos a falar de um mercenário (tagarela) com superpoderes cujas motivações são apenas pessoais – diferente, não é?

Como se isso não chegasse para o tornar especial, Deadpool parte a quarta parede, o que significa que olha para a câmara e fala com o público. Para além disso, sabe que está num filme e goza com isso – mantenham-se atentos às referências que faz a outros atores e a uma certa piada sobre o pequeno orçamento do estúdio. Estas duas características são provas de que a personagem se mantém fiel à banda desenhada – isto resulta em fãs felizes, o que, por sua vez, resulta em mais idas ao cinema.

No fundo, Deadpool é muito super e nada herói – uma espécie de anti-herói – e no entanto os filmes de super-heróis precisavam disto. No meio de tantos filmes deste género é fácil que os espetadores se cansem e é até previsível que digam “é só mais do mesmo!”. Deadpool entusiasma qualquer um com as suas peculiaridades e faz com que fiquemos entusiasmados por mais!

A promoção que foi feita é quase uma extensão do filme. A Fox Marketing não falhou em nada: os posters engraçados, os outdoors com uma hashtag composta por emojis e promover o filme como se tratasse de uma comédia romântica porque este estreava perto do dia dos namorados foram ideias geniais. Até nesta área, Deadpool é revolucionário e, ao contrário de outros filmes, tem uma promoção muito original e memorável. Reynolds reconheceu o trabalho da equipa ao publicar uma foto com todos os membros no seu Instagram.

Quero agradecer a quem vazou as test-footage do filme na Internet, ou seja, aos únicos que tinham acesso a elas – Reynolds, Miller e os guionistas – e aos fãs, que quando as viram pressionaram a Fox até esta produzir a história de Wade Wilson. Graças a todos eles temos um filme que faz justiça não só a Deadpool e aos seus fãs mas também aos que, como eu, adoram este género.

Resumindo, Deadpool é um filme diferente porque se inspira numa personagem única. O mercenário certo chega aos cinemas na altura certa e destaca-se de todos os outros filmes de super-heróis e quando penso nisso nem me importo que tenha demorado tanto tempo a ser produzido.

Para terminar, resta-me aconselhar que ouçam a banda sonora, que permaneçam na sala de cinema para a cena pós-créditos e que esperem ansiosamente pela praticamente certa sequela!

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