Inter só surpreende os menos atentos

A campanha do Inter na liga italiana só surpreende os menos atentos ao trabalho de Conte no passado, nomeadamente no Chelsea e na Juventus. 

Nem o Chelsea nem a Juventus de Conte viam na posse de bola a principal arma para controlar o jogo. Este Inter tem nuances diferentes no seu jogo, muito em virtude do elevado recorte técnico dos jogadores que compõem o meio-campo, nomeadamente de Sensi, que é o jogador-chave desta equipa.

Sensi chegou esta época, vindo do Sassuolo. Fonte: Calcio Mercato

Na frente de ataque, apesar das aquisições de Lukaku e de Alexis, quem tem assumido maior protagonismo tem sido Lautaro, que realmente tem vindo a mostrar um rendimento muito superior ao da época anterior. Já se tinha exibido a um bom nível na Copa América. Com 22 anos, tem claramente todas as condições para fazer uma carreira quiçá ao nível da do seu compatriota Aguero, com o qual tem semelhanças no jogo – desde logo, em termos de mobilidade.

Lautaro já se tinha destacado na Copa América. Fonte: Goal

As saídas de Icardi e de Perisic em nada abalaram a força da linha ofensiva do Inter. A manobra ofensiva montada por Conte tem-se revelado avassaladora. Há muita criatividade no que diz respeito à organização ofensiva e à velocidade em transição.

A defesa é liderada pelo imponente Skriniar, mas a chegada de Godín também contribuiu para o fortalecimento da linha defensiva. Conte mantém-se fiel à sua habitual estrutura de três defesas centrais, e a equipa tem estado sólida do ponto de vista defensivo. 

Em comparação à tremenda irregularidade que evidenciou ao longo das últimas temporadas sob o comando de Spalletti, a equipa está melhor a todos os níveis. Há que dar grande mérito a Conte pela qualidade do trabalho que tem vindo a desenvolver no Inter. 

O sucesso de Conte até esta fase explica-se em duas vertentes: desde logo, trouxe um discurso aguerrido e galvanizador; e, por outro lado, conseguiu impor rapidamente as suas ideias e estas foram acolhidas pelos jogadores, que agora imprimem no jogo a intensidade estonteante que o técnico italiano exige às suas equipas. 

Na liga italiana, o Inter enfrenta a concorrência feroz da Juventus. Sarri trouxe uma outra qualidade de jogo à equipa de Turim, que está mais afirmativa em todos os momentos do jogo, sobretudo em ataque posicional. Por outro lado, Napoli parece não ter argumentos para entrar nesta luta. 

Se na época passada a equipa de Cristiano Ronaldo se sagrou campeã com facilidade, a verdade é que nesta época dificilmente se repetirá a proeza. Em prol da competitividade da liga italiana – da qual a Juventus saiu vencedora nas últimas oito edições –, é desejável que o Inter mantenha a boa forma, porque isso só valoriza a prova. 

Artigo revisto por Bruna Gonçalves

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