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Massacre na universidade do Quénia: autor identificado

Quinta-feira passada, a Universidade de Garissa, situada no nordeste do Quénia, foi alvo de um massacre que vitimou 148 pessoas. Após instaurada a investigação por parte do Governo do Quénia, foi identificado um dos autores do grupo islâmico responsável.

Um ataque da milícia islamista Al-Shabab vitimou 148 pessoas numa universidade de Garissa. Durante a madrugada, o grupo armado invadiu os dormitórios e executou vários estudantes que se identificavam como cristãos. Após o cerco à universidade, apurou-se que o principal responsável seria Mohamed Mohamud, antigo reitor de uma universidade.

O Ministério do Interior queniano prestou declarações à imprensa ontem, afirmando que “um dos quatro ‘shebab’ que atacaram a universidade de Garissa foi identificado como Abdirahim Abdullahi”, um jovem de etnia somali, oriundo da região de Mandera, situado no extremo noroeste da fronteira entre o Quénia e a Somália.

Abdirahim Mohamed Abdullahi é filho do representante administrativo do Governo na província de Mandera, terra natal do autor, onde, em 2013, o seu pai já tinha reportado o seu desaparecimento, desconfiando de que o seu filho se tinha juntado a um grupo jihadista.

O autor era descrito como “uma pessoa muito inteligente e talentosa, com um futuro brilhante enquanto advogado”, sendo diplomado na escola do massacre. Contudo, fontes próximas afirmam que este se tinha juntado a Al-Shabab, o braço direito da Al-Qaeda, que reivindicou o ataque à Universidade de Garissa.

Durante o ataque, a polícia conseguiu deter 5 suspeitos de terem participado no ataque, porém, Abdirahim foi aniquilado durante a intervenção. As investigações continuam em aberto, procurando os responsáveis pelo massacre estudantil.

 

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