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Novos movimentos políticos aumentam poder nas eleições das regiões autónomas em Espanha

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Os novos movimentos políticos em Espanha, como o Podemos e o Ciudadanos, tiveram bons resultados nas eleições das regiões autónomas do país. Ada Colau foi eleita em Barcelona pela plataforma Barcelona en Comú, que agrega 5 partidos, entre os quais o Podemos.

As eleições nas duas principais cidades do reino de Espanha, Madrid e Barcelona, foram renhidas, mas com desfechos diferentes. Em Madrid, Esperanza Aguirre, do PP (partido do governo), conseguiu vencer por uma margem mínima contra Manuela Carmena, líder do movimento Ahora Madrid, que, à semelhança da capital da Catalunha, agregava também vários partidos, entre os quais o Podemos.

Aguirre perdeu a maioria absoluta e conta apenas com mais um vereador do que os obtidos pelo Ahora Madrid, que soma 20 lugares. O PSOE ficou em terceiro nas eleições da capital espanhola, com nove vereadores.

Em Barcelona, Ada Colau tornou-se na primeira mulher a liderar a câmara, pondo fim ao executivo de Xavier Trias, da Convergência e União (CiU). Apesar desta vitória histórica, a plataforma Barcelona en Comú só pode governar se fizer uma coligação com pelo menos dois outros partidos, dado que apenas tem mais um vereador do que o CiU. O Ciudadanos alcançou o terceiro lugar, com cinco vereadores, seguido da Esquerda Republicana, com os mesmos. O Partido Socialista da Catalunha só conseguiu quatro lugares, e o PP apenas três vereadores. As eleições em Barcelona representam uma tremenda queda para estes dois partidos: os socialistas passaram da segunda para a quinta posição; e o Partido Popular ficou ao nível de um partido que concorreu pela primeira vez, o CUP.

A nível nacional, o PP, partido do governo, venceu em nove das treze regiões autónomas, mas perdeu todas as maiorias absolutas. Face às eleições de 2011, perdem 2,5 milhões de votos. Os socialistas ficam como segunda força política. O Podemos e o Ciudadanos são aqueles que se podem considerar mais vitoriosos nestas eleições, com lugares em todos os parlamentos. O bipartidarismo sofre um duro golpe, e já se avistam as eleições legislativas previstas para Outubro/Novembro.

 

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