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O desemprego e o caso BPN dificultam a vida à Coligação

A coligação acordou com mais uma vitória nas sondagens. 5.9% é o que separa agora os socialistas da coligação Portugal à Frente. O BPN e os números de população empregada mancharam, por outro lado, este dia de campanha da PaF.

Jerónimo de Sousa, o secretário-geral do PCP, acusou hoje o Governo de “substituir a verdade por esquemas” e de ter uma “conceção de que mais vale pouco que nada”, afirmando que é preciso uma nova política económica. O secretário-geral do PCP lembrou ainda, na arruada junto à estação de comboios da Parede (Cascais), os 500 mil portugueses que já emigraram para defender a ideia de que se tem de mudar de política para dar “emprego com direitos” para que as pessoas não emigrem.

À tarde, Jerónimo de Sousa partiu numa arruada na Amadora, junto ao Centro de Emprego. À noite, esteve num jantar-comício, na Voz do Operário.

As críticas ao governo não se fizeram sentir só pelo PCP. O PS utilizou as contas da Parvolam para acusar o governo de mentir sobre o caso BPN, trazendo também a público os números sobre o défice que resultaram do adiamento da venda do banco.

Paulo Portas, líder do CDS, em visitas a empresas temáticas em Coimbra, alertou para o facto de haver menos 67 mil desempregados do que havia no mês passado. Eduardo Cabrita, do PS, atacou a coligação afirmando que em tempos de sazonalidade os valores do desemprego deveriam melhorar muito mais e isso não aconteceu. Pelo contrário, a taxa de desemprego aumentou no mês de agosto. Questionado sobre isso, Portas preferiu referir o facto de ter aumentado o nível de confiança dos consumidores, que “atingiu o máximo histórico desde julho de 2001”.

As sondagens também foram animadoras para o Bloco de Esquerda, que obteve a maior subida desde o início da campanha. O BE, que teve o seu momento alto na campanha no domingo, com o Mega Almoço, onde reuniu aproximadamente 2 mil pessoas. Mariana Mortágua, quando questionada sobre as acusações de que a esquerda está morta, disse “olhem para este almoço, onde o Bloco nunca reuniu tantas pessoas, e digam se a esquerda está morta”.

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