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ONU reúne de emergência por causa da tensão entre a Ucrânia e a Rússia

Em causa está o ataque Russo contra a marinha Ucraniana. Governo de Kiev vai propor o estabelecimento da lei Marcial no País para “se defender de novas agressões externas”. NATO aproveitou para pedir contenção e União Europeia condenou o ataque Russo.

 

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se de urgência para discutir a escalada da tensão entre a Rússia e a Ucrânia. Em causa está o ataque de Moscovo a três navios ucranianos no mar Negro. O incidente começou quando a Rússia impediu os navios ucranianos de passarem pelo estreito de Kertch, que liga o mar de Azoz ao mar Negro. A reunião de emergência, em Nova Iorque, encontra-se agendada para esta semana. A informação foi prestada por Nikki Haley, embaixadora ainda em exercício dos Estados Unidos na ONU. De acordo com informações obtidas através de diplomatas, tanto a Ucrânia como a Rússia defendem o pedido de agendamento da reunião.

Em resposta, o governo ucraniano vai pedir ao parlamento que seja decretada a lei marcial. Esta medida dará poderes ao executivo para condicionar as manifestações públicas e interferir com o que é divulgado pela comunicação social. Muitos defendem que esta lei é uma forma de justificar um eventual adiamento das eleições presidenciais, que se realizarão a 31 de março de 2019.

O governo Russo justificou a ação tomada como uma “defesa das provocações feitas pela marinha ucraniana”.

A união Europeia (EU) já reagiu ao conflito: “Esperamos que a Rússia restaure a liberdade de passagem no estreito de Kertch e apelamos a todos para atuarem com a maior contenção para baixar a tensão imediatamente. A União Europeia não reconhece e não reconhecerá a anexação ilegal da península da Crimeia por parte da Rússia”, reagiu a porta-voz da alta representante da UE para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, em comunicado. A União Europeia já tinha avisado que avançaria com “medidas concretas” em reação ao facto de a Rússia estar a inspecionar todos os barcos que partiam ou chegavam aos portos ucranianos, apesar da existência de um tratado que garante a livre circulação.

 

Do lado da NATO, o principal porta-voz, Oana Lungescu, lembrou que na cimeira da organização de Julho, em Bruxelas, os líderes dos países membros expressaram apoio à Ucrânia e deixaram claro que a militarização russa em curso na Crimeia, faz “supor outras ameaças à independência da Ucrânia, agitando e pondo em causa a estabilidade da região”.


Artigo corrigido por: Ângela Cardoso

 

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Olá, sou o Luís, tenho 27 anos e nasci em Cascais. Vivo desde, quase sempre, em Sintra e sinto-me um Sintrense de gema.  Adoro cinema - bem, adorar não é a palavra adequada, venerar parece-me um adjetivo mais justo -  e sou também obcecado por política e relações internacionais. Gosto também muito de desporto.

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