7ª Arte

Os Derradeiros Clássicos de Natal

O ano de 2020 tem sido uma montanha-russa daquelas cheias de loopings. No entanto, para a loucura de enjoos que nos possa provocar, não há melhor cura do que uma maratona de filmes que, embora passem vezes sem conta, ano após ano, continuam a animar miúdos e graúdos. Dito isto, reuni seis clássicos para verem ou reverem nesta época.

Música no Coração (1965)

Vencedor de cinco Óscares da Academia, incluindo Melhor Filme, Música no Coração é um clássico imortal que conta a apaixonante história verídica de uma família nos anos 30, pouco antes da eclosão da Segunda Guerra. Realizado por Robert Wise, o musical de 1965 narra a história de Maria (Julie Andrews), uma jovem noviça musicalmente talentosa e sem qualquer predisposição para a religião, que é contratada para tomar conta dos sete filhos do Capitão Von Trapp (Christopher Plummer), um viúvo austero e dedicado anti-nazi. O filme tornou-se num indiscutível sucesso à escala mundial, muito devido às músicas que o compõem e que são caracterizadas, por muitos, como algumas das melhores canções do cinema.

Fonte: Vidas

Sozinho em Casa (1990)

Para muitos, Natal não é Natal sem Sozinho em Casa e, por isso, não poderia estar em falta nesta coletânea de clássicos. Realizado por Chris Columbus, o filme de 1990 é o primeiro dos cinco que narram a aventura de Kevin McCallister (Macaulay Culkin), um menino de oito anos que, após ter sido deixado – ainda que de forma acidental – sozinho em casa pela família durante as férias de Natal, se vê obrigado a proteger o seu lar de assaltantes. Após o seu lançamento, Sozinho em Casa tornou-se no filme de comédia com o maior sucesso de bilheteira de todos os tempos nos Estados Unidos, mantendo o recorde mundial até 2011.

Fonte: Jornal Sol

O Estranho Mundo de Jack (1993)

Clássico que é clássico inclui Tim Burton. O Estranho Mundo de Jack, lançado em 1993, segue as desventuras de Jack Skellington, o Rei Abóbora da cidade de Halloween, que se sente cansado da rotina anual pela qual os habitantes da cidade orientam as suas vidas: a preparação da noite de Halloween, em que assustam ano após ano, os habitantes do “mundo real”. Quando Jack atravessa um portal e descobre acidentalmente a existência da cidade do Natal, alegre e repleta de cores vivas, repensa no significado da sua própria realidade e deseja poder também espalhar a alegria do Natal. No entanto, apesar da sua boa vontade, Jack não consegue captar inteiramente o espírito natalício e engendra um plano um tanto sinistro para o conseguir: raptar o Pai Natal, e, consequentemente, ocupar o seu lugar. A animação foi nomeada para o Óscar de Melhores Efeitos Visuais e para o Globo de Ouro na categoria de Melhor Banda Sonora.

Fonte: IMDb

Polar Express (2004)

Segue-se o Polar Express, um filme de animação produzido por Robert Zemecks em colaboração com o ator Tom Hanks, inspirado num conto infantil de Chris Van Allsburg, publicado em 1985, e que se centra na narração de um mundo maravilhoso em que a magia do Natal ultrapassa a mera crença na existência do Pai mais conhecido da época. A ação decorre no ano de 1956 e narra um mundo fantástico em que um menino que duvida da existência do Pai Natal é magicamente convidado para entrar num comboio com destino ao Pólo Norte, pelo maquinista que não é nem mais nem menos que Tom Hanks, ainda que numa versão animada.

Fonte: Rail Events Inc.

O Amor Acontece (2003)

Se forem como eu, românticos incuráveis, este filme é para vocês. A primeira longa-metragem produzida por Richard Curtis reúne no elenco principal alguns dos atores mais conceituados do “mainstream” britânico, como Hugh Grant, Liam Neelson, Emma Thompson, Rowan Atkinson, entre outros, contando ainda com a participação da portuguesa Lúcia Moniz. A história tem lugar em Londres em plena quadra natalícia e segue a vida de oito casais que, embora distintos, se interligam pela complexidade de todas as peripécias daquilo que os une: o amor.

Fonte: Brooklyn Magazine

Um Conto de Natal (2009)

Por vezes, a mudança de que necessitamos assenta na rotação do ângulo a partir do qual perspetivamos a nossa existência. Um Conto de Natal, realizado por Robert Zemeckis e inspirado no clássico de Charles Dickens, centra-se na viagem de autodescoberta e de redenção de Ebenezer Scrooge, um homem amargo que encontra o fantasma do seu falecido parceiro de negócios que o avisa de que três espíritos o irão visitar naquela noite com o intuito de o levar numa viagem pelo seu Presente, Passado e Futuro, proporcionando-lhe uma vista ampla da sua vivência, que o fará, no fim, repensar na sua atitude perante a vida.

Fonte: Forge Press

Artigo redigido por Inês Galrito

Artigo revisto por Ana Rita Sebastião

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