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Os seis (potenciais) casais que animaram a minha vida

Todos nós conhecemos aqueles casais, nos livros, que não são realmente casais; todos sabemos que se adoram, que vão ficar juntos para sempre e ter muitos filhinhos, mas por enquanto resumem-se a um toque aqui, um olhar ali, ciúmes disfarçados… Na verdade, acabamos por preferir estes casais àqueles que são verdadeiros casais, que estão juntos oficialmente, pois a magia é diferente. Assim, fiz uma lista dos potenciais casais que animaram a minha vida, que fizeram o meu coração bater e que me fizeram estremecer de cada vez que se aproximavam, como se estivesse eu no lugar deles.

Cormoran Strike e Robin Elacott – Este é o mais recente casal a animar o meu coração. Saídos da série de livros de Robert Galbraith (pseudónimo de J. K. Rowling), que retrata a vida do detective e da sua assistente, são um dos casais que mais admirei na minha vida de leitora de romances. Há muito pouco contacto físico e existe uma grande barreira entre os dois, tanto profissional como pelo facto de Robin estar noiva. No entanto, sabemos que se admiram muito mutuamente – embora não tenham noção disso – e vamos notando em pequenas atitudes ou pensamentos passageiros que gostariam de estar juntos. Fazem-me aguardar em pulgas pelo livro seguinte para saber como vai evoluir esta relação.

Fin Macleod e Marsaili – Este casal saiu do livro “A Casa Negra”, de Peter May, e está muito longe de ser um casal. No presente, o contacto entre os dois é raro, embora nessas poucas ocasiões possamos ver ainda um vago sinal de desejo; vivemos o seu romance principalmente através das recordações de infância, quando os dois eram namorados, dando-nos a base para interpretar os encontros dos dois no presente. Agora é esperar pelos outros livros da trilogia e ver se este amor de infância cumpre as suas promessas.

Carlos e Catarina – Recuando agora à minha infância, não podia deixar de referir o Carlos e a Catarina do Bando dos Quatro, de João Aguiar. Um romance muito ténue e discreto, bem escondido atrás de uma amizade muito forte, mas sabemos que está lá. Agora já não leio estes livros, e infelizmente não vai haver mais nenhum, mas guardo este potencial casal no meu coração.

Maura Isles e Padre Brophy – Por trás da conhecida série de televisão “Rizzoli and Isles”, está uma série de livros fantástica escrita por Tess Gerritsen: livros cheios de suspense em que é sempre impossível antecipar o movimento seguinte. No meio dos crimes macabros e das investigações perigosas, temos alguns momentos de paixão proibida entre a médica-legista, Maura, e o Padre Brophy. É um casal improvável e o facto de não ser possível torna tudo muito mais emocionante.

Hermione e Ron – Sim, sim, eu sei que estas personagens da saga Harry Potter são um verdadeiro casal; mas a verdade é que só passam a ser no final do último livro, pelo que, em sete livros, eles passam muito mais tempo como potencial casal do que como casal. Admito que de início torcia pelo Harry e pela Hermione, mas com o passar do tempo habituei-me a acarinhar a ideia do Ron e da Hermione juntos e eles são, sem dúvida, um dos meus potenciais casais preferidos de todos os tempos e não podiam deixar de estar nesta lista.

Mônica e Cebolinha – Por fim, mas com muita, muita, importância, estas duas personagens da brasileira “Turma da Mônica” – porque a Banda Desenhada também tem direito. Acho que leio estas revistinhas desde que sei ler; cresci a ver o Cebolinha “xingar” a Mônica, a ver a Mônica dar com o Sansão no Cebolinha, e a imaginar os dois a casarem um dia (uma das minhas histórias preferidas foi quando o Cebolinha ofereceu um coração de borracha à Mônica no dia dos namorados). O meu vício não morreu com a idade: hoje em dia leio a “Turma da Mônica Jovem” e continuo a adorar as aventuras e desventuras do casal, mesmo sabendo o seu futuro – porque este é revelado na revista n.º 50.

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