Rapaz Ego lança “Fazer as Pazes”
Editado a 23 de janeiro, Rapaz Ego apresenta o novo disco Fazer as Pazes. Com o selo Cuca Monga, esta é uma obra de catarse emocional e sonora.
Já sabíamos que havia mais do que uma vida a pulsar em Luís Montenegro, músico que responde pelo nome de Rapaz Ego. Co-fundador dos Salto, banda pop criada no Porto, em 2007, ao lado do primo Guilherme Tomé Ribeiro, Ego tem vindo a provar que a sua inquietação artística vai muito para além de um só registo ou formato.
Depois de nos “salvar a vida” em 2021, com Vida Dupla, e quase dez anos após se apresentar a solo com o seu primeiro EP Gente a Mais, regressa para, em menos de 30 minutos, Fazer as Pazes consigo e com o público, em sete faixas que vão do passinho de dança às lágrimas fáceis. Este é o disco mais pop, mas também o mais experimental e mais íntimo da carreira do artista.
“Foi o lançamento que me saiu mais do pêlo, mas por isso também o mais íntimo” (…) “É sobre fazer-se as pazes connosco e como isso é importante para conseguir fazer as pazes com os outros”
– conta o músico em comunicado de imprensa.
A voz de Rapaz Ego é colocada no centro de uma sonoridade imersiva e inovadora. As letras, visualmente expressivas, cruzam-se com riffs de guitarra, teclas e sintetizadores num blend energético, revelando uma abordagem mais madura e refinada na composição e produção.
Já eram conhecidas três canções, editadas nos últimos meses: a romântica Tão Perto, a esquiva Bater de Frente, e a mais recente Filho d’um Filho.
Composta ao piano, Tão perto aborda o jogo delicado entre proximidade e distância emocional, a repetição de padrões afetivos e a necessidade de cuidado e reflexão, antes de se entregar totalmente a alguém ou a alguma situação.
Bater de Frente é sobre enfrentar os silêncios constrangedores e as conversas que todos adiamos. Ego transforma essas situações em música, criando uma faixa que funciona quase como um manual prático para navegar por conflitos e momentos complicados.
Entre humor e vulnerabilidade, Filho d’um Filho é um retrato íntimo de quem cresceu cedo demais. Nesta faixa confronta traumas geracionais, brinca com a confusão entre dor e amor e celebra a coragem de seguir um caminho próprio. Fala de libertação, legado, e do gesto mais generoso que se pode deixar a quem vem depois: quebrar o ciclo de trauma.
A obra fica agora completa com Pingo de Vergonha, Culpa, Bomba de Fumo e Caso Sério. Cada tema abre uma nova janela para a intimidade, o humor e para a coragem de quem escolheu transformar o que sente em música.
A acompanhá-lo na tour vão estar João Borsch, na bateria, Miguel Marôco, nas teclas, Gonçalo Bicudo, no baixo, e Rodrigo Sousa, nas percussões e teclas.
Fazer as Pazes está “no ponto caramelo”, pronto a ser ouvido por todos. O disco está disponível em todas as plataformas digitais.
Fonte da Capa: Observador
Artigo revisto por Diogo Bértola
AUTORIA
A Beatriz não vive sem música e tem uma playlist para todas as ocasiões. Entrou na Magazine para escrever sobre quem mais gosta de ouvir e para aperfeiçoar a sua escrita e a dos outros em Correção Linguística. Sem dar por isso, a Magazine tornou-se muito mais do que o lugar onde apenas escrevia. Um ano depois de entrar, tornou-se Editora de Música e, no seguinte, Vice-Diretora.
Ao longo de três anos, escreveu muito, aprendeu ainda mais e colecionou experiências que vão muito além dos artigos publicados. Despede-se da Magazine com a certeza de que esta foi uma viagem muito bonita. Quanto ao resto, basta dizer que se houver música a tocar há uma boa hipótese de estar por perto.



