7ª Arte

Sessão Especial: Amy Adams

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Amy Lou Adams nasceu a 20 de agosto de 1974, em Vicenza, Itália, e, este mês, é a homenageada na Sessão Especial. Venceu por duas vezes o Globo de Ouro pelas suas interpretações em American Hustle e Big Eyes e foi nomeada cinco vezes para o prémio da Academia.

Amy Adams é uma das atrizes mais versáteis do ramo e está na altura de ser galardoada com o Óscar. Agora que a campanha por DiCaprio chegou ao seu fim, está na hora de realizarmos algo semelhante por Adams.

Estreou-se no grande ecrã com Drop Dead Gorgeous (1999), mas foi pela mão de Spielberg e do seu Catch Me If You Can (2002) que ganhou notoriedade. Desde cedo recheou o seu currículo com as mais variadas personagens, trabalhou em todos os géneros possíveis, contracenando ao lado de elencos de fazer inveja e alguns dos realizadores mais respeitados de Hollywood.

É fantástico como se adapta a cada papel sem nunca perder o seu brilho característico. Amy Adams engrandece tudo aquilo em que participa. A única pergunta que fica é: será que há algo que não seja capaz de fazer?

Diana André
Man Of Steel (2013)

Man of Steel é um filme baseado na personagem Superman da DC Comics e que retrata a história de origem de Clark Kent/Superman/Kal-EL (Henry Cavill). Desde a infância até à vida adulta, Clark sente-se diferente das pessoas que o rodeiam, devido aos seus poderes, que advêm da sua verdadeira origem – o Planeta de Krypton. Na procura pela sua verdadeira identidade conhece a jornalista do Daily Planet, Lois Lane, interpretada pela brilhante atriz, Amy Adams, onde se repara numa cumplicidade e química entre os dois protagonistas. Adams interpreta uma Lois Lane corajosa, astuta, inteligente, destemida e curiosa, que tenta descobrir quem é na verdade Clark Kent e que no decorrer do filme se torna sua ajudante e, finalmente, seu par romântico. Lois ganha um caráter forte e emocional, que acaba por dar um lado mais humano e sensível a um filme cheio de ação e de efeitos especiais.

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Guilherme Freitas
American Hustle (2013)

Uma história cativante, um bom argumento, uma excelente realização e um elenco recheado de estrelas explicam por que American Hustlerecebeu uma dezena de nomeações para os Prémios da Academia em 2014, entre as quais a de Melhor Atriz para Amy Adams. A desempenhar o papel de Sydney Prosser/Edith Greesnely, Amy forma uma dupla de burlões com o companheiro Irving Rosenfeld (Christian Bale). Estes são forçados a associarem-se a um exuberante agente do FBI, Richie DiMaso (Bradley Cooper), e é-lhes aberta a porta para o mundo da máfia, corrupção e traição – os ingredientes de uma clássica golpada americana. Um filme que merece ser visto e revisto, pelas razões acima referidas, mas especialmente pela fantástica performance de Amy Adams (os restantes também dignificaram o seu nome, mas cabe-me a mim elogiar a estrela deste artigo!), que se desdobrou em duas personalidades distintas, alternando entre o seu natural sotaque americano e um convincente sotaque britânico imaculado. A sua ousadia não foi suficiente para arrecadar o Óscar, mas, depois de bater cinco vezes na trave, quiçá à sexta acerte no alvo.

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João Tomé
Enchanted (2007)

Apercebi-me de que apenas tinha visto um filme da cinematografia de Amy Adams: Enchanted (Uma História de Encantar). Adams encarna Giselle, uma típica princesa do universo da Disney. Quando se prepara para casar num mundo imaginário e perfeito, vê a “bruxa má” (Susan Sarandon) atirá-la para o mundo “real”. Aí, Giselle conhece um pai solteiro e advogado (Patrick Dempsey), que a vai ajudar na transição do mundo de encantar dos livros de princesas para a Nova Iorque do século XXI, acabando, obviamente, por assumir o papel de príncipe encantado da história. O que torna o filme mais divertido é a conjugação do típico desenho animado da Disney (que é usado para ilustrar o mundo de fantasia) com o mundo real. Para além disso, as diversas peripécias de Giselle, na sua adaptação à nova realidade, são garante de momentos de boa disposição.

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Lyubov Pataliy
Julie & Julia (2009)

Neste filme, Amy Adams contracena com outra atriz extremamente conhecida e adorada – Meryl Steep. O filme é baseado na autobiografia My Life in France e no livro de memórias Mastering The Art of French Cooking. É uma comédia dramática, envolta em receitas e imensos ingredientes. Amy Adams recria o papel de Julie Powell, que aspira cozinhar, em 365 dias, 524 receitas, da conhecida chef de cozinha Julia Child. O filme deixa-nos a salivar, com tantas receitas que Amy, neste incrível papel, decide recriar. Vale a pena ficar a conhecer esta história e ver o desenrolar deste desafio.

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Manon Abrantes
Doubt (2008)

Dúvida conta-nos a história do padre Flynn (Phillip Seymour Hoffman), um homem religioso, carismático e irreverente. Em 1964, no Bronx, a sua chegada à escola Saint Nicholas não é vista com bons olhos pela irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), que dirige a escola com punho de ferro e instiga um ambiente repressivo. Quando surge o primeiro aluno afroamericano nesta escola, o padre Flynn acaba por criar laços com ele. Isto resulta em suspeitas por parte da irmã James (Amy Adams) e, consequentemente, a irmã Beauvier tenta fazer de tudo para expulsar o padre Flynn. Este é talvez o primeiro filme na carreira de Adams cujo registo é mais maduro e sóbrio. Aconselho vivamente o visionamento deste filme!

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Sofia Fernandes
The Fighter (2010)

Há tanto que pode ser dito sobre este filme inspirado na história verídica de Micky Ward (Mark Wahlberg) e do seu irmão Dicky Eklund (Christian Bale). Este drama, realizado por David O. Russell, é exatamente aquilo que promete ser: intenso. O elenco é todo ele fantástico e, embora muitos escolhessem destacar Christian Bale ou Melissa Leo, eu destaco a interpretação de Amy Adams como Charlene Fleming, a mulher que rouba o coração de Micky. Adams é o coração do filme, capaz de encantar Micky, o espectador e o filme em si.

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Sónia Sul
Big Eyes (2014)

Big Eyes relata-nos a história verídica de Margaret Keane, interpretada por Amy Adams, uma artista que pinta crianças com olhos desproporcionalmente grandes. Esta vê-se envolvida numa enorme confusão e acaba por ser obrigada a abdicar do reconhecimento do seu talento. Amy Adams regozija-nos com a sua interpretação: os seus expressivos olhos revelam uma tristeza com a qual o público é capaz de empatizar, e a sensibilidade com que a atriz desempenha o seu papel é outro fator preponderante na sua prestação. Ainda assim, quer seja pela falta de confiança da própria personagem, quer seja pela prestação da atriz, a gama de emoções expressa por Margaret Keane ao longo do filme torna-se, por vezes, um pouco monótona.

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Soraia Amarelinho
The Master (2012)

Freddie Quell (Joaquin Phoenix) é um veterano de guerra que se vê sem propósito. Quando conhece Lancaster Dodd (Philip Seymour Hoffman), líder de um ambicioso culto, e a sua mulher, Peggy Dodd (Amy Adams), tudo parece começar a fazer sentido. A personagem de Amy Adams, que poderia ter visto a sua importância diminuída pelo carismático líder, revela ser uma verdadeira “Lady Macbeth”, capaz de mostrar o seu poder, agindo nos bastidores da organização liderada pelo marido. A prestação de Amy Adams, que lhe garantiu uma nomeação para o Óscar de Melhor Atriz Secundária, demonstra que o papel da mulher nem sempre é o de estar sorridente e graciosa e que, por vezes, quando um homem é bem-sucedido, por trás de si tem uma verdadeira mulher de ferro.

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