Sweetener World Tour Paris

Fonte: mojo.nl

Após o lançamento do seu quarto álbum de estúdio – Sweetener -, que lhe valeu o Grammy de melhor álbum pop vocal, Ariana Grande preparava-se e anunciava a sua Sweetener World Tour pelos EUA e pela Europa. Um mês depois do anúncio da leg europeia, sai o seu quinto álbum de estúdio, Thank U, Next, sendo ainda o seu primeiro número um na parada americana. Nos passados dias 27 e 28 de agosto, a mais recente tour da cantora Ariana Grande passou pela AccorHotels Arena, em Paris, e a ESCS MAGAZINE esteve presente. Inspirada no espaço sideral e no empoderamento feminino, contou com uma lua sob o palco secundário. Experienciámos, então, o concerto onde apresenta os dois discos.

Convidou a dupla norte-americana Social House e a cantora britânica Ella Mai para os seus atos de abertura. Os Social House colocaram a plateia a dançar e a saltar, percorrendo todo o palco. Tiveram apenas com 15 minutos de set, no qual apresentaram as músicas do seu EP de estreia, lançado este ano – Everything Changed… Ella utilizou apenas o palco principal e deu um concerto mais calmo e adequado ao seu estilo: R&B contemporâneo. Na sua setlist estiveram hits como Boo’d Up e Trip, que fizeram o público cantar numa só voz.

O concerto de Ariana Grande dividiu-se em cinco atos com interlúdios e trocas de vestuário entre eles, para os separar devidamente. Analisamos, então, os pontos altos de cada um.

Ato 1 – Empoderamento

Inicia-se com raindrops (an angel cried), a introdução do seu álbum Sweeetener, ainda fora de palco. Quando termina, emerge uma mesa com Ariana no centro, rodeada pelos seus dançarinos, recriando a Última Ceia e a sua performance nos VMA’s 2018. O ato termina com o hit break up with your girlfriend, i’m bored,que delicia a plateia francesa com a coreografia, em que as dançarinas e a cantora seduzem os dançarinos que estão sentados em cadeiras. Estas rodeiam a passadeira junto aos fãs do Golden Circle.

Fonte: necn.com

Ato 2 – Felicidade

O primeiro interlúdio com o qual somos presenteados chama-se Childhood e mostra-nos que a paixão de Ariana pela representação já vem desde cedo. Neste ato, temos a fan favourite Be Alright. Este foi o single promocional do seu álbum Dangerous Woman, e foi abraçada pelos fãs desde a sua primeira apresentação no programa SNL devido à sua icónica coregrafia. Tornou-se ainda mais importante após a tragédia que aconteceu no concerto de Manchester em 2017, graças à sua letra positiva e inspiradora. Contamos ainda com a música que dá o nome à tour e ao álbum e que pôs toda a arena aos saltos – até mesmo aqueles que só conheciam os singles. Para terminar, Ariana fez com que as vozes soassem, agora, o mais alto que alguma vez soaram naquela arena, ao perguntar apenas se alguém conhecia a frase “I want it, I got it”. Começou então a cantar um dos seus mais recentes hits, 7 rings, e fez chover notas com um anel desenhado. Entrou ainda um carro cor de rosa em palco, tal como o do videoclipe, em cuja porta foi grafitada a palavra “Paris.

Ato 3 – Throw back

Ariana adora throw backs e dedicou-lhes um ato, incluindo também as suas músicas mais recentes. Os throw backs começaram pelo interlúdio, onde ouvimos a música Adore, lançada em 2015 pela cantora e pelo DJ holandês Cashmere Cat. A cantora aproveitou para mostrar a sua habilidade vocal num momento mais emotivo com outra fan favourite, breathin. As últimas músicas do ato 3 eram as mais esperadas pelos Arianators: o mashup das músicas Right There e You’ll Never Know (do seu primeiro álbum de estúdio, Yours Truly) e Break Your Heart Right Back (do seu segundo álbum de estúdio, My Everything), NASA (do seu último álbum), onde a cantora e os dançarinos se sentaram no palco, junto aos fãs do Golden Circle, e por fim Only 1 (faixa deluxe do seu segundo álbum), debaixo da lua, sendo esta a sua música favorita do álbum.

Fonte: celebmafia.com

Ato 4 – Fan Favourites

É iniciado pelo interlúdio mais querido dos fãs, pois tem como sua canção in my head, a que estes chamam de ‘injustiçada’ por ter ganho um videoclipe, mas não ter sido considerada single, e Ariana não a canta ao vivo. Mal este acaba, os Social House juntam-se ao palco para cantarem o seu novo single Boyfriend, vencedor do VMA Melhor Música do Verão, que conta com a parceria da cantora. Segue-se everytime, uma das únicas baladas na setlist, que nos relembra a Ariana do Dangerous Woman, com uma pitada de Sweetener. Termina com uma das suas músicas mais memoráveis – Into You.

Ato 5 – Homage

Como já foi referido, Ariana adora throw backs. Por isso, neste interlúdio, contamos com um que nos faz regressar ao passado. Um cover da música My Heart Belongs to Daddy, de Marylin Monroe, para poder cantar o lead-single mais poderoso da sua discografia e, para poder prestar uma grande homenagem, Dangerous Woman. Não podemos falar de homenagens sem referir a que a cantora fez de seguida à comunidade LGBTQ+ com o seu hino Break Free, que foi abraçado pela comunidade desde o seu lançamento. É projetada a bandeira LGBT no fundo durante toda a música, o que põe toda a plateia ao rubro e a dançar. Este ato é fechado pela música no tears left to cry, onde os dançarinos utilizam chapéus de chuva como adereço e os visuals estão sempre a girar com escadas, fazendo referência ao videoclipe.

Fonte: vogue.fr

Encore – thank u, next

É marcado por um interlúdio que mostra vários momentos desde a era do Sweetener ao lançamento do seu primeiro single número 1 – thank u, next. Todos em palco utilizam roupas com o padrão escocês (amarelo e preto) e passeiam pela passadeira enquanto cantam a música, segurando pequenas bandeiras LGBT. É um momento bonito, de agradecimento, onde a cantora aproveita para dar uma palavra de agradecimento ao público pela sua presença, mesmo não gostando muito de falar durante os concertos por se emocionar com facilidade.

Deu dez a zero à sua tour anterior, Dangerous Woman Tour, que passou por Portugal em 2017, não só pela sua evolução vocal, mas também pelo concerto num todo. Os outfits, os adereços e os visuals foram mais bem pensados e conseguidos; os dançarinos deixaram de incluir apenas rapazes para passarem a incluir tantas raparigas quanto rapazes; mais presença em palco; mais conexão com o público; mais músicas dos seus primeiros álbuns.

Thank u, next, Ariana!

Revisto por Mariana Coelho

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