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Taxa de desemprego é superior nos politécnicos

As diferenças entre os diplomados pelos institutos politécnicos e os licenciados saídos das universidades continuam a aumentar. Desta vez, a taxa de desemprego é a principal razão, revelando ser mais elevada nos diplomados provenientes de politécnicos.

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O sistema do ensino politécnico foi criado com o intuito de oferecer formações superiores profissionalizantes e, desta forma, agilizar o processo de diplomados para o mercado de trabalho. No entanto, a realidade apresenta dados contraditórios, sendo os licenciados dos politécnicos os mais afectados pelo desemprego.

Factores como o estigma sobre a qualidade dos cursos politécnicos e o desajuste entre a formação e as necessidades do mercado de trabalho, como Joaquim Sande Silva, professor do Instituto Politécnico de Coimbra, refere, indicam que “as formações dos politécnicos são menos bem aceites pelo mercado de emprego”. Os cursos dos politécnicos são vistos como os de “segunda divisão” do ensino superior pelos alunos, famílias e pelas empresas.

Esta descredibilização do ensino politécnico tem vindo a reflectir-se nos números do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), onde o peso do total de diplomados nos politécnicos é menor (cerca de 19.280) comparado com o das universidades (27.690). Contudo, é necessário ter em conta que as vagas nos politécnicos não são as mesmas que nas universidades, verificando-se assim um rácio desfavorável para os politécnicos, representando 5,2% dos desempregados.

Os valores do desemprego também estão relacionados com os dez cursos superiores com taxas de desemprego mais altas, onde o curso de Gerontologia Social do Instituto Politécnico de Coimbra regista 45,4% – quase metade dos seus diplomados estão inscritos no IEFP.

No entanto, estes dados não pretendem desmoralizar os licenciados dos politécnicos, isto porque o investigador Paulo Peixoto acredita que o ensino profissional corresponde às necessidades de qualificação da economia nacional. Por outro lado, verifica-se que a maioria dos institutos politécnicos encontra-se em áreas do país onde a economia é mais frágil e a oferta de trabalho diminuta.

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Amante assumida de café, não consegue estar parada um segundo e é incapaz de dizer que “não” a um desafio. Possuí várias paixões, mas a escrita é, sem dúvida alguma, a sua maior. Viu o seu futuro pelo Jornalismo ser negado pela DGES, atirando-a para o mundo dos planos de comunicação e dos press release. Acredita que parar é morrer e dormir também. Sonha com o dia em que poderá estar em 4 lugares diferentes, ao mesmo tempo. É feliz ao liderar este projeto que viu (re)nascer e crescer sem limites.

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