Música

The Script: A Energia Nunca Morre

Só queria que tivessem visto. Os irlandeses The Script encheram a MEO Arena no passado dia 1 de abril e terminaram em grande a digressão europeia de No Sound Without Silence. Numa noite em que não faltou um único clássico, Danny e companhia levaram a sala lisboeta ao rubro.

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O início estava prometido para as oito da noite mas dois minutos antes já as luzes estavam a apagar-se e entrava em palco Colton Avery. O jovem cantor e compositor de Phoenix, nos Estados Unidos, tem acompanhado os The Script na digressão europeia e presenteou o público com uns curtos mas muito bons vinte minutos de música. Tocou três temas originais e uma versão de “Human Nature”, de Michael Jackson, depois de elogiar fortemente o público português: “vocês são, sem dúvida, o melhor público desta digressão”.

 

A noite ainda era uma criança e, logo de seguida, foi a vez de Tinie Tempah aquecer — e meter a suar — a MEO Arena. Começou com o hit “Written in the Stars”, tocou “Miami 2 Ibiza” e “Love Suicide” mas foi “Drinkin’ from the Bottle” (música que Tinie Tempah fez com Calvin Harris) que meteu toda a plateia a cantar e dançar.

 

Mas era por Danny O’Donoghue, Glen Power e Mark Sheehan que todos esperavam. E eles chegaram às nove e meia da noite com muita energia, música e efeitos luminosos. O primeiro tema foi “Paint the Town Green”, que esverdeou a sala, e Danny entrou em palco vindo de um corredor na plateia, antecedido por alguns fãs que levavam bandeiras verdes. Depois, seguiram-se duas horas em que se revisitaram os grandes êxitos dos quatro álbuns dos irlandeses: não faltou “Breakeven”, “If you could see me now” ou a mais recente “Superheroes”.

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“Man On A Wire” foi introduzido com fotografias e com Mark, o guitarrista, a contar a história do tema, onde dizem fazer tudo pelos fãs. E em “Nothing”, fazem aquele que já é um quase clássico The Script: pedem a alguém da primeira fila que telefone a um(a) ex-namorado(a). Danny vai cantar-lhe. A sortuda (ou não) é Mariana, de quem Danny se despede, logo seguido do público, com um goodbye, asshole. Mariana, se estiveres a ler isto: desculpa ter-me divertido tanto a cantar aquele refrão.

 

A boa disposição não ficou por ali. Danny bebe uma cerveja média de uma só vez e até presenteia o público com um arroto — tenho a certeza de que já disse que os rapazes são irlandeses — e desafia Mark a fazer o mesmo. E lá vai mais uma cerveja. De uma só vez.

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Pouco depois, a banda desloca-se para um palco secundário, a meio da plateia, tornando tudo ainda mais intimista. Tocam “Never Seen Anything (Quite Like You)” e, depois de agradecerem o carinho das pessoas que os seguem e que gostam da música deles, “Man Who Can’t Be Moved”, que comove a banda ao ouvir o público cantar a música sozinho. Daí regressam todos ao palco principal… ou quase todos. Danny aproveita para dar um pequeno passeio pelo balcão 1, com uma Go Pro a registar e a transmitir tudo nos ecrãs gigantes.

 

O encore faz-se com “The Energy Never Dies”, “For The First Time” — com toda a plateia a cantar — e “No Good in Goodbye”. É “Hall of Fame” que, em sete minutos”, fecha a noite mas não sem fazer cair confettis prateados e dourados.

 

Se eles deixaram saudades, podem vê-los novamente dia 18 de julho, no festival Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia.

Fotografias: Everything is New e facebook oficial dos The Script

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