Literatura

4 livros de autores portugueses aos quais tens de dar uma chance

O fim do ano está a aproximar-se e, com a chegada do Natal, muitos leitores aproveitam a época para comprar novos livros. A ESCS Magazine traz-te hoje 4 sugestões de livros de autoria portuguesa aos quais tens mesmo de dar uma chance!

1. Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago

O Ensaio sobre a Cegueira pode ser nomeado como o livro mais aclamado de José Saramago e esta notoriedade é bem merecida! Este livro que já capturou milhares de leitores conta-nos sobre o avanço de uma “cegueira coletiva” pelo mundo. E agora? Como é que a população vai reagir? O que no início começa com um homem que, inexplicavelmente, fica cego depressa se torna no fio condutor de muitas mudanças na sociedade. Esta história, cheia de surpresas e de momentos chocantes, não tem tempo específico e permite ao leitor acompanhar diversas personagens sem nome. Se por vezes pode parecer confuso, a verdade é que o avançar da história e os acontecimentos que lhe dão forma vão trazendo à tona a verdadeira condição humana, quando confrontada com uma situação terminal. Este livro traz ao leitor vários momentos de revolta, mas também de esperança. Sem dúvida, uma leitura imperdível!

2. O Mistério da Estrada de Sintra, de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão

O detalhe talvez mais interessante sobre este romance colaborativo de Eça de Queirós e de Ramalho Ortigão é que foi publicado, sob a forma de cartas anónimas, entre 24 de julho e 27 de setembro de 1870, no Diário de Notícias. A população que leu o jornal na época realmente acreditava que tudo o que lá estava descrito era real. O Mistério da Estrada de Sintra inicia com o sequestro de um médico, o Dr.***, e do seu amigo e escritor, F… É precisamente na estrada de Sintra que tudo acontece e onde os dois se vêem envolvidos num misterioso caso de homicídio. Dr.*** e F… conhecem diversas personagens envolvidas neste crime, de uma forma ou de outra, numa casa para onde são levados após o seu sequestro. É aqui que, após tentarem perceber o que realmente se passou, os personagens têm uma decisão a fazer: encobrir ou não encobrir todo o caso. Mas porque será que a hipótese está sequer em cima da mesa? Lê e descobre!

3. De Lisboa a La Lys, de Filipe Ribeiro de Meneses

De Lisboa a La Lys retrata os acontecimentos de 9 de abril de 1918, um dos dias mais mortíferos na história militar de Portugal. O Corpo Expedicionário Português (CEP), parte dos esforços nacionais durante a Primeira Guerra Mundial, desaparece no campo de batalha francês. Mais de 400 homens morrem e muitos ficam feridos. Filipe Ribeiro de Meneses pretende, com De Lisboa a La Lys, divulgar uma nova interpretação das causas e das consequências dos acontecimentos desse dia fatídico.

4. Os Maias, de Eça de Queirós

Sim, sabemos que Os Maias eram de leitura obrigatória no secundário há alguns anos, mas a verdade é que a maior parte dos jovens não gosta da experiência de leitura. Em parte, isso deve-se à obrigatoriedade de leitura, por isso, queremos convidar-te a dares mais uma chance a esta obra tão reconhecida. Pode não ser uma leitura fácil em partes, mas a descrição por vezes mais extensa de Eça de Queirós permite ao leitor criar uma imagem mental do que está a acontecer. Esta obra acompanha a história de 3 gerações da família Maia, iniciando a narração no outono de 1875, mas dando espaço a saltos temporais constantes. Os Maias fazem-nos um retrato da Lisboa da época, uma Lisboa de costumes e de críticas constantes, mas uma Lisboa de muita história preciosa – que sentimos através das palavras do autor. Algumas das lojas que os personagens visitam podem ainda hoje ser visitadas e isso só adiciona à experiência. A baixa de Lisboa, a Avenida da Liberdade e as paisagens de Sintra cativam qualquer leitor que aprecie o estilo de escrita de Eça. Sem preconceitos, todos deviam dar uma chance ou voltar a fazê-lo, pelo menos uma vez.

Fonte de Imagem de Capa: Notícias ao Minuto

Artigo revisto por Lurdes Pereira

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O meu nome é Mariana Ribeiro e pode parecer estranho, mas uma das coisas que mais gosto de fazer é planear viagens, mesmo que ainda não as tenha marcado. Aliás, essa foi uma das razões para começar a escrever para a Capital: conseguir pesquisar sítios novos para visitar e partilhá-los com outras pessoas!

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