Artes Visuais e Performativas

A manutenção da veia artística – Manual do Caloiro

Fonte: @inesmarqueslucas

O novo ano letivo começou e a Magazine sabe exatamente quais são as grandes dúvidas de qualquer caloiro. Escolher um curso é, já de si, um grande passo na vida de qualquer pessoa, mas as perspetivas de futuro que essa decisão levanta são ainda mais assustadoras. O que escolher quando queremos fazer mais do que uma coisa? E quando as paixões e os hobbies falam mais alto? 

Ora, para todos os novos alunos, um pedaço de trívia: O lema da ESCS é “Se formos apenas mais uma escola, seremos uma escola a mais”. E, orgulhosamente, é algo que a caracteriza em toda a sua essência. Poderá ser o ambiente artístico que a rodeia? Sim. Os seus núcleos? Também. 

As artes visuais e performativas são certamente uma parte fulcral de toda a experiência académica que a faculdade oferece. Ao passar por núcleos como o Pancadas do Infinito (teatro), a escstunis (tuna), o número F (fotografia) e tantos outros, qualquer aluno da ESCS tem ao seu dispor um mundo inteiro de criatividade por explorar. São precisamente os núcleos que, muitas vezes, ajudam os alunos a perceber aquilo que mais os apaixona, ou até, quem sabe, que talentos escondem. 

A ex-aluna Inês Lucas é um dos muitos exemplos de que aquilo que nos apaixona artisticamente pode ser sempre encaixado na nossa vida, tanto a nível pessoal quanto profissional.  

“Fazendo um curso na ESCS, acabamos por ter tanto conhecimento de tantas coisas que depois é difícil desprender-nos delas… É uma das coisas boas que a ESCS nos dá.”

Atualmente, trabalha na CBRE Portugal como designer, tendo sido, aliás, a primeira designer da empresa. Contudo, durante uma conversa com a Magazine, confessou que aquilo que a levou até à ESCS não foi o design, mas os videoclipes

Aos 16 anos, estudava artes e fazia vídeos de covers para o YouTube. Queria aprender a filmar e melhorar a realização dos seus próprios videoclipes. Tirando isso, não tinha certezas nenhumas daquilo que ambicionava seguir. Não se imaginava num curso superior de Belas Artes. A sua grande paixão sempre foi a música. Contudo, também não se via realizada a estudar música clássica. 

Depois de uma visita à psicóloga vocacional da escola, decidiu seguir o conselho de ingressar em Audiovisual e Multimédia (AM) na ESCS. Em parte, a escolha deu-se graças ao vasto currículo e diversidade do curso, que a ajudariam a manter um pouco de todos os seus interesses. E lá descobriu que, para além dos amores que já conhecia, o design e a fotografia eram duas grandes paixões.

“Entrei na escstunis e lá acabei por fazer design.”

A ideia de se descobrir em várias frentes manteve-se ao ingressar em inúmeros núcleos e atividades extracurriculares, como a escstunis. Aí, não só cantava e tocava, como também acabou por aplicar alguns dos conhecimentos que foi absorvendo do curso, e começou a fazer o design da tuna. Ingressou também no número F, onde a sua fotografia foi evoluindo, conjugada com técnicas que aprendeu nas aulas. 

Tal como a Inês, existem vários outros alunos da ESCS que descobrem as suas paixões não só através das aulas, como também dos núcleos – que funcionam como um complemento para qualquer curso. Quer seja o teatro, a fotografia ou a música, existe um lugar na ESCS para todos. 

Embora trabalhe como designer na CBRE Portugal, a fotografia e a música continuam a ter uma presença ativa na sua vida. É possível contemplar alguns dos seus projetos no seu Instagram, @inesmarqueslucas, bem como acompanhar a sua carreira musical (em ascensão!) no YouTube

Aos caloiros que ingressam agora nalguns dos melhores anos de sempre, o conselho é que desfrutem das oportunidades que preenchem esta segunda casa. Sair do curso carregados de experiências e atividades extracurriculares é uma grande chave para desenvolver a veia criativa dentro de cada um. 

Escrito por Andreia Simão

Revisto por Ana Cardoso

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