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Amor Electro: O Rock Corre-lhes Nas Veias

Decidi falar de uma das bandas que considero serem das melhores a nível nacional. Eles cativam com a sua presença em palco, o seu à vontade com o público e a sua batida contagiante. Confesso que, não sendo fã de rock nem de músicas tradicionais, fico em êxtase sempre que os ouço e os vejo a atuar ao vivo.

A vocalista dos Amor Electro – Mariza Liz – iniciou o seu percurso musical integrando várias bandas infanto-juvenis. Entre 2003 e 2009 foi vocalista da banda Donna Maria e foi em 2011 que se juntou a Tiago Pais Dias, Rui Rechena e Ricardo Vasconcelos para a estreia em disco dos Amor Electro. O lançamento do disco Cai o Carmo e a Trindade proporcionou à banda posicionar-se em quarto lugar no top de vendas em Portugal e alcançar, mais tarde, o primeiro lugar nas vendas do disco.

Trata-se de uma banda carregada de garra e com uma voz fortíssima, onde a modernidade e tradição estão presentes num ritmo eletrónico, dando assim origem a um som e estilo extremamente originais, cheios de carisma e de portugalidade. Todos estes valores, visíveis a nível nacional, levaram à rápida ascensão e ao reconhecimento da banda, começando assim a surgir várias nomeações.

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Durante o seu crescimento e reconhecimento, afirmaram-se como uma das bandas mais marcantes a nível nacional, conseguiram chegar ao Disco de Platina, deram (e continuam a dar) imensos concertos pelo país fora e arrecadaram prémios e nomeações. De entre as distinções relembro os dois prémios ganhos nos Globos de Ouro de 2012, para “Melhor Banda” e “Melhor Música”, referindo-se ao tema “A Máquina”. Em 2013 conquistaram o prémio de “European Border Breakers Award (EBBA)”, que lhes foi atribuído no Festival Eurosonic-Noordeslag, nos Países Baixos.

O lançamento do segundo álbum foi realizado em outubro de 2013, denominado “(R)evolução”. Ao todo com 10 temas, entre os quais dois são versões de músicas já existentes – “No Teu Poema” de José Luiz Tinoco e “Adeus Tristeza” de Fernando Tordo –, marcaram mais uma vez com a sua diferença e extravagância. No ano seguinte o álbum foi reeditado para incluir o novo tema criado para o genérico de uma telenovela, “Rosa Sangue”. De entre todos os seus singles e versões de outras músicas, os temas com mais destaque continuam a ser “A Máquina”, “Rosa Sangue”, “Mar Salgado” e “Só É Fogo Se Queimar”.

Este ano os Amor Electro “regressam” com a novidade de que o terceiro álbum está quase a chegar. Mais uma vez, mostram a sua proximidade e preocupação com a opinião dos fãs lançando um passatempo para os mesmos. Até dia 30 de novembro dão a oportunidade de, quem quiser, escrever um poema que possa ser musicado pela banda e incluído no álbum. Este desafio acaba por ser interessante porque os fãs podem realmente mostrar do que são capazes e apresentar um tema que pode ser o próximo grande sucesso. O importante é que siga a linha orientadora do estilo musical do grupo, pelo que este artigo poderá ser uma ótima fonte de inspiração. Rock On!

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