• Opinião

    Combater a homobitransfobia ou ficar a ver?

    Assinala-se hoje, 17 maio, o Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia. Uma data de celebração e de consciencialização sobre a importância de combater o estigma, o preconceito e a discriminação homobitransfóbica. Por que razões devemos, em conjunto, fazê-lo? De que forma toda a sociedade beneficia de um contexto onde há orgulho de sermos nós, sem filtros e sem “armários”? Esta data, também conhecida como IDAHOT e mais recentemente como IDAHOBIT (International Day Against Homophobia, Biphobia and Transphobia), assinala-se no mesmo dia em que se celebra o aniversário desde que a Organização Mundial da Saúde desclassificou a homossexualidade como um distúrbio mental, em 1990. O dia não…

  • Opinião

    As tradições transformam-se

    O progresso rompe cada vez mais, de forma imediata, com normas tradicionais. Isso resulta numa defesa acérrima da tradição, em detrimento de um caminho para uma sociedade que evolui e se transforma de acordo com o conhecimento que vamos adquirindo. O progresso da sociedade não significa, necessariamente, acabar com as tradições. Significa, sim, transformá-las.             Desde 2019 que o Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra iniciou um processo de revisão do Código de Praxe da Universidade de Coimbra. A 21 de abril deste ano, terminou a etapa de consulta pública com a recolha de sugestões da comunidade académica. Uma das sugestões foi materializada através de uma petição pública com…

  • Opinião

    Até onde nos leva o extremismo?

    Com a conjuntura política, económica e social cada vez mais incendiada, os polos sociais estão cada vez mais intensos. Há quem diga que “o extremismo não leva a lado algum”. Que agora, nesta aldeia global – e digital – que vivemos, é algo que lemos com mais frequência. Mas será que é mesmo assim? Antes de mais, responder a esta questão implica que se escrutine o termo. De acordo com o dicionário da Língua Portuguesa, por extremismo entende-se a “adoção de teorias político-sociais extremas”, o que por si só implica que é uma crença, uma comunicação, um comportamento, uma expressão essencialmente política, com o objetivo de intervir para mudanças na…

  • Opinião

    Refletir sobre a cultura do cancelamento

    A sociedade avançou a um ritmo alucinante nos últimos anos, impulsionado pela força das redes sociais e pela velocidade a que a comunicação passou a ser recebida. Estas influências mudaram hábitos e pensamentos. Mudaram subculturas que eram consideradas imutáveis – o machismo e o patriarcado foram mais problematizados –, as piadas homobitransfóbicas já não fazem rir e apela-se, cada vez mais, à coerência a quem vive em sociedade. As práticas de desconstrução social tiveram cada vez mais impacto na vida das pessoas e, com isso, o risco de ser cancelado também. A cultura do cancelamento faz cumprir os seus propósitos? Sendo um termo vago, de uma forma geral, a cultura…

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    Chega de fascismo

    O assunto já não é de hoje. Liderado por André Ventura, o CHEGA foi formalizado pelo Tribunal Constitucional há cerca de 2 anos. Logo foram várias as vozes contra a legalização de um partido aparentemente populista e de ideologia fascista. E por que razões? Antes de mais, importa entender que tanto o populismo como a ideologia fascista se reinventaram. A própria Lei das Organizações Fascistas está desatualizada por essa razão – posição até defendida por constitucionalistas. Hoje, há um fascismo entendido essencialmente como neofascismo. É centrado no patriotismo xenófobo, com ênfase nas políticas de imigração e nas fronteiras – tal como o populismo – e é empenhado na procura de…

  • Opinião

    O que fizeste pelos direitos humanos hoje?

    Assinala-se hoje, dia 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, pois foi precisamente nesta data que, em 1948, foi adotada a Declaração Universal dos Direitos Humanos na Assembleia Geral das Nações Unidas. O documento, com 30 artigos, prevê direitos humanos básicos e foi aprovado com 48 votos a favor, nenhum contra e oito abstenções. É um marco histórico para um mundo com liberdade, paz e justiça e, por isso, deve ser celebrado, relembrado e discutido. Com 72 anos, a Declaração é ainda aplicável aos nossos dias, mas merece uma profunda reflexão que deve incidir sobre a importância dos nossos direitos, sobre como são dados como garantidos e sobre…