• Literatura

    DESCOLONIZAR O CÂNONE LITERÁRIO – ARGUMENTOS, PROPOSTAS, INCOERÊNCIAS

    Em maio último, o CIES – Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE – realizou uma conferência online cujo mote era o tema “Descolonizar o cânone literário”. Como estudante e razoável acompanhante das notícias da arena literária, assisti ao colóquio de forma a tentar refletir, primeiro enquanto cidadão, e segundo como membro de uma etnia nacionalmente maioritária, sobre…

  • Opinião

    A EUROPA JAZ, POSTA NOS COTOVELOS

    No final do mês passado chegou uma notícia que gerou escândalo internacional. O jornalista bielorrusso Roman Protasevich foi literalmente apanhado no ar. O avião comercial da Ryanair, onde seguia de Atenas para Vilnius, foi intercetado na passagem pelo espaço aéreo bielorrusso sob falso alarme de bomba. Protasevich sabia que o objetivo real era aproveitar essa passagem pelo espaço aéreo para…

  • Literatura

    O VIRGEM NEGRA EXPLICADO ÀS CRIANCINHAS NATURAIS E ESTRANGEIRAS POR J. P. M.

    Quando me propus a ler O Virgem Negra de Mário Cesariny, nunca pensei vir a entrincheirar-me numa encrenca destas. Afinal, já havia estudado Cesariny na minha licenciatura (com a tutoria da queridíssima professora Rosa Martelo), assim como Fernando Pessoa, o autor que serve de mote a este livro, tanto no liceu como na mesma licenciatura. Em termos de preparação contextual,…

  • Literatura

    O ‘espetáculo’ em Guy Debord: transição ou aprofundamento?

    Em 1967, nas vésperas da última grande revolução estudantil, o intelectual francês Guy Debord publicou “La Société du Spectacle”, “A Sociedade do Espetáculo” em português. Mais de cinquenta anos se passaram e Debord mantém intacto o seu mito, pelo legado, currículo, fim trágico e relevância no pensamento contemporâneo. Este ano, a excelente editora Antígona fez-nos chegar, pelas quatro mãos da…

  • Opinião

    ? – O jardim dos caminhos que não têm saída

    Há um grande equívoco na Humanidade. Quando ela se ergueu em duas patas e inventou o fogo e a lança, é possível, e provável, que tenha achado que, eventualmente, um dia resolveria todos os dilemas do mundo: desde os principais, como a criação do mundo ou a existência de Deus, até aos problemas de menor importância, como por que razão…

  • Literatura

    Os melhores podcasts sobre Literatura

    Errata: este artigo não mencionará nenhum podcast. Estamos a assistir a uma indomável revolução na informação que já se repercute no ensino. Fazem parte dessa revolução os formatos audiovisuais que açambarcam com pujança o mercado e o tempo de todos. E, de entre eles, os podcasts adquiriram um lugar privilegiado. São divertidos, intuitivos, leves e educativos. Quer dizer, educativos nem…

  • Opinião

    Dia Mundial do Sono: O dia em que dormi moura e pereça

    Anualmente, nas “celebrações” do Dia Mundial do Sono há pouca coisa, para não dizer nenhuma, para efetivamente celebrar. O último decénio encarregou-se de nos trazer amiúde novos estudos que apontam, por um lado, para um défice de horas e de qualidade de sono de uma grande fatia da população mundial, bem como, por outro, para uma enxurrada de consequências nefastas…

  • Literatura

    Sófocles, Balsemão e Anthony Zuiker entram num bar

    No livro A Interpretação dos Sonhos, Sigmund Freud, o primeiro psicanalista de que há memória, escreveu: “O seu destino [de Édipo] move-nos apenas porque poderia ter sido o nosso – porque o oráculo lançou sobre nós a mesma maldição antes do nosso nascimento. É o destino de todos nós, talvez, direcionar nosso primeiro impulso sexual para a nossa mãe e…

  • Opinião

    As notícias sobre a morte da crítica são manifestamente apropriadas

    Em novembro do ano passado, Jaime Lourenço, doutorado em Ciências da Comunicação no ISCTE com uma obra publicada sobre jornalismo cultural, ex-aluno da ESCS, foi o convidado para uma sessão no âmbito de uma cadeira que frequentava. Com foco particular no cinema, a palestra acabou por se encaminhar no sentido de um debate sobre a indústria cultural na sua relação…

  • Literatura

    Brave New World e as profecias improváveis

    Por ser um clássico da Literatura universal, Brave New World, publicado em 1932 por Aldous Huxley, é uma obra para a qual eu já tinha sido preparado durante vários anos. A sua leitura poderia, assim, afigurar-se uma mera formalidade. Tal, felizmente, não aconteceu. Sabia de antemão que narrava a história de uma sociedade futurista, utópica ou distópica, dependendo do ponto…