• 7ª Arte

    DocLisboa: Cinema no feminino em tempos de pandemia

    Até ao momento da concretização deste artigo não me tinha ocorrido nenhuma ideia inovadora e tinha acabado de comprar um bilhete por impulso, portanto, no início do mês de Dezembro, decidi assistir à última sessão do DocLisboa. Abordar a ambiência de uma sala de cinema em contexto de confinamento pareceu-me ser uma boa escapatória. Agora não me orgulho desta tomada de decisão tão óbvia. Poderia ter visto algum filme mais recente da Netflix e estampar como imagem de capa uma cara conhecida. Em vez disso, opto por destacar um festival de cinema que fará muitos olhos revirar por falta de interesse, infelizmente. Eis que, nesse dia, após uma aula online, corri…

  • Opinião

    Nostalgia Digital – O que achamos serem memórias

    Há cerca de quatro décadas vimos o mundo analógico reformar-se, sentar-se no sofá e dar lugar à era digital. Partimos de uma sociedade industrial, que concretizava mecanismos laborais e comunicativos com uma maior proximidade entre indivíduos, e que se encontrava perante a permanente necessidade de fazer evoluir sistemas que facilitassem a vida quotidiana. Esta evolução será feita através da compreensão de conceitos abstratos ligados à informática, como é caso dos microprocessadores. O conceito analógico – esta é para os que, em meio académico, não tiveram de levar com longas horas sobre a história dos media – está vinculado à analogia que, aplicada, consiste na comparação dos objetos da era com…

  • 7ª Arte

    O mundo sonoro de David Lynch

    Seja em registo de pintor ou cineasta, é possível que já tenhamos ouvido falar de David Lynch, através de um discurso familiar que nos avisou que se tratava de “um criador de aberrações” ou por termos descoberto O Diário Secreto de Laura Palmer abandonado na casa do nosso avô, quando tínhamos apenas quinze anos. Conhecido pela sua cinematografia surrealista e equilíbrio do real com o sonho, David, com 74 anos, conta já com o seu apelido anotado no dicionário dos amantes de cinema, tal como é o caso de Kafka ou Fernando Pessoa na Literatura. Algo que intriga o público habitual de Lynch ou qualquer espetador curioso que se cruze…

  • Opinião

    Dia Mundial do Veganismo: Uma opção a ter em conta

    Novembro tem tudo o que é preciso para ser um mês peculiar. Começamos pelo Halloween, o mês ainda mal nasceu e já tem guloseimas pegajosas que graúdos lhe prenderam ao cabelo. O trabalhão que lhe dará quando descobrir que há teias por retirar dos prédios… Tem sorte que no dia seguinte é feriado. Dia 1 de Novembro celebra-se – não sei se a escolha do verbo é a mais acertada – o dia de Todos os Santos. Para os mais esquecidos, resumidamente, trata-se do dia em que se homenageia e visita os que cá não estão mais presentes.  No Reino Unido, foi estabelecido pelo presidente da The Vegan Society, em…

  • 7ª Arte

    Seis Filmes Que Celebram A Emancipação Da Mulher

    Não estaríamos a mentir ao afirmar que uma das palavras mais usadas na atualidade seria feminismo. Este conceito foi criado em 1837 pelo socialista francês Charles Fourier. No entanto, só mais tarde – precisamente, cinquenta e sete anos depois -, é que se considera o ano da sua primeira aparição. Este movimento, para além de social, também tem bases políticas, ideológicas e filosóficas. Tem como principal objetivo alcançar a emancipação da mulher, através da libertação dos padrões patriarcais estabelecidos a priori pela sociedade. No cinema, naturalmente como em qualquer outra arte, originaram-se algumas mudanças relacionadas a estes movimentos. Na década de 70, acontecem os primeiros festivais de cinema feminista nos…

  • 7ª Arte

    Alice: Alucinação e Desistência

    Em 2005, o cinema deu-nos a conhecer filmes como Constantine, King Kong e continuidades, tanto da saga Harry Potter como de Star Wars e Batman. Já fora de Hollywood, concretamente em Portugal, dava-se o lançamento de mais uma produção da autoria de Paulo Branco, Alice – escrito e realizado por Marco Martins.  A primeira longa-metragem do cineasta retrata a vida de um casal – composto por Mário, interpretado por Nuno Lopes e por Luísa, interpretada por Beatriz Batarda – que acaba de perder a sua filha, Alice. Numa tentativa de a reencontrar, Mário decide colocar câmaras em todos os sítios possíveis de Lisboa. Desta forma, Mário decide fazer uma pausa…