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Recensão crítica a Miúda Online, de Zoe Sugg

 

«Sempre que publicas uma coisa online, fazes uma escolha». A frase pode ser escrita pela personagem principal do livro, Penny, no final de um texto do seu blogue, mas é, com certeza, algo com que Zoe Sugg — ou Zoella, como é vulgarmente conhecida na comunidade online —, concordará certamente… e talvez até mostre alguma da sua experiência pessoal.

Mas Miúda Online não é sobre Zoella e tão pouco é algo biográfico. Miúda Online é um romance leve e rápido de ler, mesmo com 311 páginas. Para o escrever, Zoe Sugg, de 24 anos, teve algum aconselhamento com uma equipa especializada em escrita, escolhida pela sua editora. Ainda assim, a forma como está escrito é, sem dúvida, um reflexo de Zoe.

Miúda Online traz-nos a história de Penny Porter, uma jovem de 15 anos que vive em Brighton, Inglaterra, e tem de lidar com os dramas normais de uma adolescente “desastrada”, como ela se define. O que diferencia Penny é o facto de ter um blogue, onde ela é a “Miúda Online”, com mais de cinco mil seguidores e onde ela escreve sobre si e a sua vida de uma forma anónima. Só Elliot, o seu melhor amigo gay, também conhecido por “Wiki” no blogue de Penny, sabe do blogue.

Para ajudar à festa, Penny é tão desastrada que, na peça de teatro da escola, que estava a fotografar, cai em palco e fica de cuecas. O acontecimento é filmado e Megan, que era suposto ser sua amiga, publica-o no Facebook. Pode este romance ter mais ingredientes de sucesso no meio dos jovens? Pode! Ora vejam:

A mãe de Penny tem uma pequena empresa de organização de casamentos e é convidada a organizar um casamento em Nova Iorque. Penny viaja com os pais e Elliot para a cidade americana e é lá que conhece Noah, por quem se apaixona. Mas, no meio do romance, Penny percebe que Elliot se está a afastar e tem também de lidar com o facto de, em poucos dias, ter regresso marcado para Inglaterra… e Noah fica em Brooklyn.

O pior acontece quando a identidade online de Penny é revelada e Penny começa a pensar que Noah pode não ser tão bom quanto ela imaginava.

A história é cativante e a descontracção — não confundir com desleixo — com que Zoe escreve acabam por tornar o livro mais interessante e uma excelente opção para quem gosta de histórias leves, descontraídas e com os ingredientes ideais para prender os leitores.

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Sofia Costa Lima nasceu em Trancoso, em 1994. Estuda Jornalismo e é apaixonada por escrita. Tem um blog pessoal desde 2009 e publicou dois livros — em 2013 e 2014. Colabora com a Associação Juvenil de Trancoso desde 2013, fazendo parte da equipa responsável pelo Jornal Escrever Trancoso.

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