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FOME EMOCIONAL: O QUE É E COMO CONTROLAR?

Fonte: https://bernadetealves.com/2020/07/28/fome-emocional-e-as-consequencias-no-organismo/

Quem é que nunca teve aquela vontade de devorar um pacote de bolachas ou até mesmo de comer um gelado ou um hambúrguer no final de um dia mau? Apesar de comprometer a nossa saúde, sabe-nos tão bem que isso acaba por se sobrepor à disciplina alimentar.

Isto trata-se de fome emocional, que não é nada menos do que a tentativa de compensar fatores de instabilidade emocional como a solidão, o stress, a ansiedade, o sentimento de culpa ou qualquer outro sentimento de vazio; vazio este que acaba por ser preenchido com comida, normalmente rica em gordura e/ou açúcar. O objetivo é, através da comida, obter um refúgio ou um consolo. Porém, depois da cedência chega a frustração. Surge de forma repentina e, se não for imediatamente saciada, torna-se difícil de controlar. Contudo, todo o problema tem uma solução e este não é diferente. Existem diversos comportamentos que devem ser adotados para controlar esta perturbação:

  1. Antes de agir, tem de perceber qual é o problema que desencadeia esta situação que conduz a um comportamento alimentar disfuncional. Seja  a ansiedade, o stress ou qualquer outra causa, é importante identificá-la, para aprender a lidar com as dificuldades emocionais da mesma sem o recurso a estes guilty pleasures.
  2. Questione-se. Quando se encontra perante um episódio de fome emocional, pergunte a si mesmo o porquê de querer comer. Rapidamente se irá aperceber de que a resposta está relacionada com o seu lado emocional. Em vez de ceder e saciar essa fome emocional, procure encontrar outras atividades substitutas como dar um passeio, ver um filme, ler um livro, entre outras.
  3. As dietas restritivas não são uma opção. Estas dietas conduzem a défices calóricos que fazem desencadear um peso de responsabilidade e, consequentemente, o desejo de se consolar numa alimentação calórica.
  4. Contrarie a sua vontade e reeduque-se. Na sua alimentação, tente incluir novos alimentos (saudáveis e nutritivos) que garantam uma sensação de saciedade e não o deixe com fome tão cedo.
  5. Priorize o seu sono e tempo de descanso. Por vezes, a falta do mesmo leva a que durante o dia procure alimentos que possam repor a energia em falta. Contudo, é importante não cair na tentação destes “alimentos inimigos”.
  6. O exercício físico e as práticas de relaxamento, como o yoga e a meditação, poderão ser uma ajuda no combate a alguns problemas como o stress e a ansiedade.

Apesar de não ser considerado um distúrbio alimentar, isto merece realmente atenção, porque esta atitude pode “treinar” o cérebro para que este associe a alimentação calórica a um alívio da instabilidade emocional. Para além disto, é importante tomar atenção ao nosso interior, pois este é um sinal de que os seus sentimentos se encontram à flor de pele.

Artigo escrito por Patrícia Rodrigues

Artigo revisto por Inês Paraíba

Fonte da foto de capa: nutricaopraticaesaudavel.com

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