7ª Arte,  Secções

Joy

Baseado em factos verídicos e inspirado nas histórias de mulheres ousadas, Joy é surpreendentemente similar a um conto de fadas. David O. Russell recruta Jennifer Lawrence pela terceira vez e a colaboração volta a dar prémios.

Joy Mangano (Jennifer Lawrence) é o pilar da sua família e abdicou de muito para o ser; acima de tudo, do seu sonho de ser inventora. E é então que inventa uma esfregona reutilizável com várias camadas de algodão e começa a tornar-se a mulher que sempre desejou ser.

Os obstáculos surgem um após o outro, sendo a sua família o maior: o seu pai (Robert De Niro), a namorada do seu pai (Isabella Rossellini) e a sua meia-irmã (Elisabeth Röhm) não acreditam ou confiam nela. Já sua mãe (Virginia Madsen) está tão obcecada com novelas que não é capaz de viver sem ser à frente da televisão do seu quarto.

E porque é que os destaco? Obrigaram-na a esconder as suas capacidades e sonhos porque dependiam dela e mais tarde, quando ela tenta realizar os seus sonhos, são incapazes de a apoiar e acabam mesmo por prejudicar o seu negócio. Isto mostra que mesmo na sua solidão e na ausência de apoio, Joy consegue vingar.

Existem contudo três apoiantes de Joy durante o filme: a sua avó (Diane Ladd), que acredita nela desde infância, a sua melhor amiga e o seu ex-marido (Édgar Ramirez). Todos auxiliam, ou tentam auxiliar, no entanto, é sempre Joy quem conquista as vitórias.

Embora pareça a história de uma mulher a vender uma esfregona, esta é a história de uma mulher no caminho para se encontrar. Durante dezassete anos, Joy esconde-se para tomar conta da sua família e acaba por se perder. Ao inventar a esfregona: ela salva-se a si mesma, é enquanto luta contra os obstáculos que a impedem de a vender que Joy se torna na mulher que devia/sonhava ser.

Não sendo uma obra de arte no cinema, Joy conta-nos de forma eficaz um conto de fadas moderno: Joy como a heroína, a avó como a fada madrinha e todos os obstáculos como “a bruxa má”. É um filme que entretém, mas que vive demasiado da atuação de Jennifer Lawrence.

Ela é o elemento a destacar, ofusca todos os outros atores com a sua atuação brilhante. Veste de tal forma a pele de Joy que nos começamos a questionar se não terá vivido outra vida. É interessante ver como consegue demonstrar todo o desespero, determinação e felicidade da sua personagem com um só olhar.

Já todos conhecemos o talento de Jennifer Lawrence; a sua atuação neste filme é mais uma prova de que merece todo o sucesso que já conquistou. Já agora: parabéns pelo Globo de Ouro, J-Law!

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