Julia Michaels: The Inner Monologue Tour Lisboa

Foi no feriado de 5 de outubro que Julia Michaels regressou a Lisboa, mas, desta vez, para o seu primeiro concerto em nome próprio, onde apresentou no Lisboa Ao Vivo o seu mais recente projeto, repartido em dois EPs: Inner Monologue. A cantora norte-americana tinha passado em 2018 pelo Coliseu de Lisboa como ato de abertura da Flicker Tour de Niall Horan para apresentar o seu mini-álbum Nervous System.

Fonte: facebook.com/juliamichaelsofficial

Rhys Lewis foi o convidado especial para o ato de abertura da Inner Monologue Tour europeia e norte-americana. Rhys já tinha atuado duas vezes em Lisboa, uma delas no Lisboa Ao Vivo, tendo cantado algumas das suas músicas originais.

Nervous System era

Julia não tardou a entrar em palco após o set de Ryhs ter terminado. O palco estava decorado com um enorme malmequer atrás da banda. Apesar de simples, funcionava bastante bem, visto que é um dos símbolos que a caracteriza. Iniciou o concerto da melhor maneira, com uma música que pôs todos os fãs a saltar e a cantar. A cantora não consegui conter um enorme sorriso. Tratava-se então da música Pink, a fan favourite do Nervous System. Continuou com mais músicas dessa mesma era, chamou a banda para o pé dela para atuarem os singles Miss You, que conta com a colaboração com os Clean Bandit, e Worst In Me. No fim de Worst In Me confessou que teria a certeza de que o público português seria o mais alto de toda a tour, e ainda só tinha acabado de cantar a terceira música da setlist, fazendo assim a ponte para uma das suas músicas mais conhecidas Heaven, da banda sonora do terceiro filme da saga As Cinquentas Sombras de Grey.

Heartbroken

A segunda parte do concerto foi dedicada às músicas que mostram o lado mais sensível de Julia, as suas relações amorosas que lhe quebram o coração. Começou pela Deep, uma música cuja melodia e letra transmitem um sentimento de ora se estar dentro, ora se estar fora de uma relação. Antes da música seguinte, explicou a tatuagem que tem na palma da sua mão, onde tem escrito ‘I love you’, pois nos seus concertos prefere mostrar a sua mão para os fãs, de modo a não interromper a canção. Para sua surpresa imensos tinham escrito ‘I love you’ nas suas mãos para imitar o gesto da cantora. Passou então para um segmento de músicas mais mexidas que voltou a pôr o público aos saltos: Into You, Hurt Again e Happy. Happy foi mesmo o ponto alto, onde toda a sala repetiu o icónico refrão da música numa só voz, que deixou Julia boquiaberta e “happy”, tal como diz o nome da canção.

Fonte: facebook.com/everythingisnew

Palco B

O espaço era pequeno e apertado, mas Julia conseguiu abrir um espacinho no meio do público e fazer uma espécie de palco secundário, onde cantou um cover do CeeLo Green F**k You e as músicas originais Apple e Falling For Boys. Fez-se acompanhar pelo seu ukelele. Foi um momento bonito onde fez um contacto ainda mais direto com o público e onde ainda discursou um pouco. Deixou o ukelele de lado e dedicou Falling for Boys ao seu ex-namorado Lauv, sobre quem escreveu a música em que refere que continua a apaixonar-se por rapazes e a confundi-los com homens.

Ansiedade

Ao regressar a palco, perguntou quem é que sofria de ansiedade ou quem é que já passou por uma situação dessas. Praticamente todos levantaram o braço. Pediu, então, que respirassem bem fundo e soltassem o grito que tinham preso dentro deles há 5 anos e que ainda não tinham conseguido soltar. Com isto, contou que lidava com o mesmo todos os dias e por isso escreveu e lançou Anxiety, a primeira faixa da primeira parte do Inner Monologue. A canção conta com a colaboração de Selena Gomez, mas como ela não podia estar presente, convidou a cantora e atriz luso-francesa Louane, para cantar com ela. Para acabar com o clima emocional, cantou um dos seus primeiros singles, Uh Huh, onde apresentou os elementos da sua banda.

Fonte: instagram.com/alexaduartm

Encore

Para fechar o concerto, Julia convidou Rhys Lewis para cantar What A Time, o dueto da cantora com Niall Horan. Foi um momento em que ambos se emocionaram, pois este foi o último concerto da leg europeia. Deram um enorme abraço no fim da canção, que fez as lágrimas virem aos olhos de ambos. Terminou com a notícia de que o público tinha sido efetivamente o mais alto, tendo alcançado os 117 decibéis, sendo o recorde 115 decibéis na noite anterior, em Madrid. Fez então ponte para a última canção da noite que a lançou como artista solo, Issues. Fez chover confettis e pôs o Lisboa Ao Vivo, de novo, a cantar em uníssono.

Foi um espetáculo íntimo e que trouxe alegria ao público que esperou sete meses pelo concerto. A energia de Julia Michaels é incomparável: nunca consegue estar parada e o sorriso contagiante nunca sai do seu rosto durante todo o set. Mostrou um crescimento vocal desde a Flicker Tour, tendo sempre como um dos seus pontos fortes a sua presença em palco e a interação tanto com o público, como com os membros da sua banda. É uma cantora com grandes músicas no mundo mainstream, mas como artista ainda é pequena. Porém, com o tempo ela crescerá, porque talento, ela tem que chegue. Obrigado, Julia. Até uma próxima!

Fonte: instagram.com/alexaduartm

Artigo revisto por Ana Cardoso

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