Não é só de romance que se faz a história

Conhecida como uma “escritora das mães”, Dorothy Koomson é uma escritora anglo-ganesa muito acarinhada pelos portugueses após o sucesso do seu livro A filha da minha melhor amiga.

Escreveu o seu primeiro livro com 13 anos. Vendeu-o a uma das amigas, que acabou por contar a mais amigas e já todas o queriam ler, o que levou a que passasse uma noite inteira a escrever cópias do livro para distribuir pela escola. Este comércio tradicional repetiu-se mais algumas vezes até ao lançamento do seu primeiro livro, O amor está no ar, em 2003.

Fonte: https://espalhafactos.com/2014/06/10/autora-do-mes-de-junho-dorothy-koomson/

A primeira vez que tive contato com a escritora foi em 2013, após me ter esquecido do livro para ler na aula e ter de o pedir emprestado a uma colega de trabalho da minha mãe. O livro chamava-se A praia das pétalas de rosas e, para uma leitora ávida das Aventuras das Gémeas, parecia enorme. Só o estava a levar para não aparecer de mãos vazias na sala.

Só não contava ficar de imediato envolvida na história. Tentava ler o mais depressa possível para saber o que ia acontecer na próxima página. Não conseguia tirar o livro da cabeça. A escrita era fácil, a história facilmente extrapolada para o real e rica em frases para usar um dia mais tarde. No fim de semana seguinte comprei mais dois livros e o efeito repetiu-se. Quase consumi os livros de uma só vez. Não conseguia fazer nada para além de pensar neles. Em 2016, tive o prazer de conhecer a escritora na octogésima sexta edição da Feira do Livro para celebrar o seu décimo aniversário de carreira.

Sempre que menciono que é a minha escritora favorita recebo alguns olhares de estranheza. As pessoas ficam chocadas por uma escritora que partilha a categoria com Nicholas Sparks ser alvo de todas as minhas preces. Se há romances óbvios e clichês nos livros? Há, não posso mentir. Mas há também uma grande reflexão sobre a mulher, sobre o papel que as pessoas têm nas vidas umas das outras e, em especial, sobre ato de lutar contra os próprios demónios e aceitar que às vezes não agimos da melhor maneira.

Escreve sem esconder as coisas más da vida. Na verdade, são elas que dão todo o novo cenário ao livro e acabam por ser o que leva a protagonista a encontrar aquilo que sempre procurou.

Artigo revisto por Adriana Alves

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