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Primeira-ministra da Escócia pretende realizar um referendo para a independência do país

Nicola Sturgeon garante que o Brexit aconteceu contra a vontade da «esmagadora maioria» dos escoceses. Com o referendo, a primeira-ministra espera que a Escócia consiga a independência e possa aderir à União Europeia.

Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia. RUSSELL CHEYNE/REUTERS

No final de dezembro de 2020 a União Europeia e o Reino Unido chegavam a um acordo final sobre o futuro das relações entre Londres e Bruxelas. Contudo, o Brexit continua a dar que falar. 

Nicola Sturgeon, primeira-ministra escocesa, promete realizar um novo referendo sobre a independência escocesa, caso o Partido Nacional Escocês (SPN), a que pertence, adquira uma maioria parlamentar nas eleições locais. A decisão de convocar o referendo cabe ao primeiro-ministro britânico. Contudo, uma vitória grande do SNP nas eleições locais de maio aumentaria a pressão sobre Londres para aceitar uma nova consulta.

O objetivo do referendo é saber se é da vontade popular o regresso à União Europeia. «Eu quero um referendo legal. É por isso que vou procurar a autoridade do povo escocês em maio. Se me derem essa autoridade, é o que pretendo fazer: um referendo legal para dar o direito de escolha ao povo», disse numa entrevista ao programa The Andrew Marr Show, da BBC

As sondagens realizadas têm sido favoráveis à realização de um referendo. Por um lado, apontam o SPN como o mais provável de adquirir a maioria parlamentar nas eleições deste ano. Por outro lado, indicam que a maioria dos escoceses pretende que o país se torne independente do Reino Unido e regresse à União Europeia. 

De facto, o jornal The Sunday Times publicou uma sondagem sobre este tema, tendo sido realizada pelas empresas YouGov, Panelbase e Lucidtalk na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Na Escócia, dos 1 206 inquiridos, 49% dizem-se a favor da independência, 44% estão contra e apenas 7% estão indecisos.

Já no País de Gales, face à possibilidade de independência, 23% dos eleitores responderam que sim e 52% posicionaram-se contra esta possibilidade.

Na Irlanda do Norte, onde foram consultadas 2 392 pessoas, 47% mostraram-se contra a unificação com a República da Irlanda e 42% a favor.

Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, já se tinha pronunciado sobre o tema do referendo no início de janeiro. Este opõe-se à realização de um referendo sobre a independência da Escócia. Em entrevista à BBC, Sturgeon afirma que «Boris Johnson claramente teme o veredito e a vontade do povo escocês. Se o SNP vencer as eleições escocesas dentro de alguns meses com a proposta de dar a escolha do referendo ao povo, que democrata a tentaria impedir?», questionou.

Sturgeon já avançou que o SPN vai apresentar um plano de 11 pontos sobre o possível referendo que pretende realizar depois do fim da pandemia de COVID-19.

Artigo revisto por Rita Asseiceiro

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