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Procissão das Velas ilumina Santuário de Fátima, novamente com peregrinos

A noite de 12 de maio voltou a encher-se de luz no Santuário de Fátima. Cerca de 7.500 peregrinos entraram no recinto, mas centenas ficaram do lado de fora. 

Na peregrinação aniversária de 2020, a primeira com a presença de peregrinos em tempo de pandemia, não tinha sido atingido o limite de 6.000 pessoas no recinto. Na noite de 12 de maio, o número aumentou, mas, mesmo assim, os lugares não chegaram. Por volta das 20h30, o Santuário fechou portas e, do lado de fora, centenas de peregrinos rezaram com os que estavam lá dentro. 

O recinto estava coberto de círculos pintados de branco no chão para garantir a distância de segurança. Os peregrinos que não conseguiram garantir um lugar não esconderam a sua desilusão e resignação por ficarem no exterior do recinto. Porém, não deixaram de fazer as suas orações, acompanhando as imagens através dos telemóveis. 

Mesmo não estando lá dentro, o nosso coração está ao pé da Nossa Senhora.

Foto: Paulo Cunha/Lusa

Os responsáveis pelo santuário demonstraram, mais uma vez, ser capazes de garantir o exercício responsável da celebração. Apesar de ter havido necessidade de fechar os portões, cerca de uma hora antes do início das celebrações, não se registaram quaisquer desacatos.

A oração do Rosário começou pelas 21h e a procissão das velas pelas 22h. As celebrações foram presididas pelo cardeal Tolentino Mendonça, que apelou aos peregrinos para que a dor deste tempo não seja em vão e que sirva para construir um novo futuro. 

Numa cerimónia emotiva por ser o regresso à Cova da Iria nesta data, as atenções estiveram sobretudo focadas na pandemia. Para D. José Tolentino Mendonça, é agora preciso “esperança para olhar mais para a frente”.

Foto: Arlindo Homem /Agência ECCLESIA

Apesar da pandemia, milhares de peregrinos rumaram a pé a Fátima, mostrando esta esperança. Comparado com anos anteriores à Covid-19, a queda é considerável, mas a fé e a emoção permanecem fortes. 

O turismo e o comércio local foram os mais prejudicados nesta situação. A Aldeia dos Pastorinhos, em Aljustrel, que, nesta altura, costumava receber milhares de visitantes, tem estado vazia. Os comerciantes locais mostraram-se bastante preocupados com esta ausência de público e temem pelo futuro da região.

Artigo revisto por Ana Rita Sebastião

Créditos da foto de capa: Santuário de Fátima

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