• Atualidade

    Cientistas descobrem um novo órgão: o interstício

    Cientistas norte-americanos propõem que o interstício, formado por um espaço com fluido em circulação, se torne um órgão do corpo humano. Um grupo de cientistas norte-americanos descobriu – o que dizem ser – um novo órgão no corpo humano: o interstício. Até agora o interstício era definido como o “terceiro espaço” – depois do sistema cardiovascular e do linfático. “Era geralmente descrito como um mero espaço entre as células, embora ocasionalmente o conceito de que havia um grande espaço intersticial já tenha sido referido. Mas as suas características anatómicas e histológicas nunca tinham sido descritas”, explica Neil Theise, o principal autor do estudo – publicado esta semana na Scientific Reports,…

  • Opinião,  Secções

    Pântano argumentativo

    Este artigo é escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico A natureza da retórica apologética religiosa não tem sofrido alterações significativas desde que Tomás de Aquino apresentou as suas Quinque viae – as cinco provas lógicas para a existência de uma divindade deísta – no século XIII. Podemos afirmar com relativa segurança que as asserções religiosas sobre a natureza do mundo têm-se subordinado ao avanço da ciência. À medida que a humanidade vai obtendo um maior conhecimento sobre a realidade que nos rodeia, o “Deus das lacunas” vai necessariamente tornando-se mais pequeno ou, no mínimo, mais diluído – a ascensão da neoespiritualidade de Deepak Chopra é exemplo disto. Quando antes…

  • Opinião

    Dragões e religião

    Que fique já claro para o leitor: não sou uma pessoa religiosa. Sou um homem de ciência e não um homem de fé. Há qualquer coisa nas declarações e nos dogmas da igreja que me causa uma relativa comichão – a ausência da capacidade de testar certas crenças em condições controladas, por exemplo, não é apelativa para uma pessoa dedicada ao método científico. A grande fatia das afirmações religiosas acaba então por cair naquilo que em filosofia dá pelo nome de uma “hipótese infalsificável”. A melhor demonstração desta “falácia” foi feita pelo grande mentor do racionalismo, o falecido Carl Sagan. Parafraseando: Um grande amigo meu diz que tem um dragão…

  • Informação

    Os bilingues têm cérebros mais rápidos e mais fortes, apontam dois estudos.

    Estudos mostram que aprender uma língua nova muda completamente o nosso cérebro, sendo que os bilingues mostram ter cérebros mais fortes do que aqueles que sabem apenas uma língua. Os bilingues conseguem desenvolver certas capacidades cognitivas: o primeiro estudo, desenvolvido por um grupo de cientistas da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos da América, e da Universidade de Guandgon, na China, afirma que os neurónios se fortalecem quando as pessoas estão a aprender uma língua. Estes investigadores estiveram durante seis semanas a ensinar a 23 pessoas o significado e os tons de 48 palavras chinesas e dessa formação tiraram ressonâncias magnéticas para verificar como o cérebro reagia a…