• Opinião

    Dicas de etiqueta do e-mail (parte 2)

    O prometido é devido. Por isso, aqui está a segunda parte do artigo “Dicas de etiqueta do e-mail”.   Ilustração de Rute Cotrim Ler (ou reler) a primeira parte, aqui.   3. As formalidades   3.1. Cumprimentos e despedidas   Se no nosso dia-a-dia cumprimentamos as pessoas com Bom dia, Boa tarde, Boa noite ou simplesmente Olá – dependendo do grau de formalidade –, por que motivo, no e-mail, haveremos de o fazer de forma diferente? O e-mail não é uma carta, é apenas uma representação virtual desta. Por isso, não faz sentido começarmos um e-mail com Excelentíssimo Senhor Doutor Professor… Mediante a cerimónia que o trato nos exija, proponho…

  • Opinião

    Dicas de etiqueta do e-mail (parte 1)

    O e-mail é uma ferramenta de comunicação elementar no nosso dia-a-dia mas injustamente menosprezada e subestimada. O correio electrónico é o nosso domicílio online. Contudo, como proprietários, nem sempre lhe prestamos a merecida atenção. Neste artigo, que se divide em duas partes, proponho-me enunciar algumas regras de ouro sobre a utilização do e-mail, tais como: o endereço, o assunto, as formalidades dos cumprimentos e dos títulos honoríficos, a escrita clara e sucinta, etc.. Nesta primeira parte, debruço-me sobre a composição do endereço (o que está à esquerda do @) e sobre o que se deve (ou não) escrever no campo ‘Assunto’. 1. O endereço O endereço do e-mail dita a…

  • Opinião

    Comprar online

    Actualmente, qual é o elo entre o consumidor e o acto de consumir? A resposta é simples: o online. A Internet revolucionou inúmeros sectores da sociedade e o das transacções comerciais não é excepção. No entanto, as compras online sempre foram olhadas de soslaio. Regra geral, o consumidor tradicional desconfia do comércio online. Acima de tudo, paira no ar o medo de que o seu dinheiro seja roubado por um pirata cibernético sem escrúpulos. Mas, como é óbvio, existe o reverso da medalha: os fãs dos cestos de compras virtuais. Para estes novos consumidores, já é um hábito comum passar a pente fino sites como o eBay com o intuito…

  • Opinião

    A Era Leaked

    (Ilustração por Rute Cotrim) A Internet é impaciente. Quem espera, desespera, diz o provérbio. E, neste caso, a sabedoria popular assenta que nem uma luva à Sô Dona Rede. É certo e sabido que a indústria musical atravessa tempos atribulados. Os seus timings não se coadunam com o ritmo da locomotiva online. A imprevisibilidade mora ao virar da esquina. Os cérebros da indústria musical esforçam-se por delinear estratégias inabaláveis. No entanto, no duelo do braço de ferro, os vencedores são irremediavelmente os cibernautas. O faro destes é apuradíssimo. Não é de admirar que jargões como vazar ou cair na net sejam tão familiares ao nosso léxico digital. A já corriqueira…

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    Ouvir música: a evolução de um hábito

    (Ilustração por Rute Cotrim) Nas últimas décadas, o hábito de ouvir música sofreu inúmeras transformações. A tarefa a que me proponho é desafiante: sintetizar trinta anos de consumo de música em meia dúzia de parágrafos. Se, para as gerações que nasceram após a viragem do milénio, um Walkman ou um Discman são, provavelmente, objectos estranhos, em contrapartida, nos anos 90, a possibilidade de ouvir milhões de músicas gratuitamente em plataformas de streaming era uma ideia que nem à ficção lembrava. Nasci em 1984, o ano em que Madonna lançou o icónico “Like A Virgin”. Na penúltima década do século XX, ouvia-se música em cassete (ou k7) ou em CD (a novidade de então). Ao mesmo tempo,…