• Opinião

    Discurso Digital: Empobrecimento ou Enriquecimento Linguístico?

    Este artigo é escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico É inegável o impacto que o galope científico tem no quotidiano. Agora, mais do que nunca, a nossa vida gira em torno de um paradigma da microeletrónica em rede – objetos básicos da culinária, como uma torradeira ou uma cafeteira, juntam-se hoje a um universo online governado pelas aplicações. É natural que a língua, tratando-se de uma codificação arbitrária e mutável, tente acompanhar este híper-avanço tecnológico. Assistimos hoje a uma metamorfose na forma de escrever e de falar, que vai muito para além da formalização do novo acordo ortográfico. Refiro-me a uma espécie de simplex linguístico. Um novo discurso resultante…

  • Opinião

    Quando o conteúdo se torna lixo

    (Ilustração de Sandrina Fonseca) Sou um entusiasta das redes sociais, assumo. Aliás, sou dependente do online, na sua generalidade. Não arrisco afirmar que sou viciado, pois um verdadeiro viciado não o admite. (Pronto, provavelmente, sou mesmo…) Eu sou daquelas pessoas que, quando acorda, a primeira coisa que faz é pegar no smartphone, que está em cima da mesa-de-cabeceira – convém que esteja ali à mão de semear. Em meia dúzia de minutos, consulto o que foi publicado, durante as últimas horas, no Facebook e no Instagram. É mais forte do que eu… Mas adiante. A introdução do parágrafo anterior serve apenas para fazer a ponte para uma constatação meramente pessoal…

  • Opinião

    Dicas de etiqueta do e-mail (parte 2)

    O prometido é devido. Por isso, aqui está a segunda parte do artigo “Dicas de etiqueta do e-mail”.   Ilustração de Rute Cotrim Ler (ou reler) a primeira parte, aqui.   3. As formalidades   3.1. Cumprimentos e despedidas   Se no nosso dia-a-dia cumprimentamos as pessoas com Bom dia, Boa tarde, Boa noite ou simplesmente Olá – dependendo do grau de formalidade –, por que motivo, no e-mail, haveremos de o fazer de forma diferente? O e-mail não é uma carta, é apenas uma representação virtual desta. Por isso, não faz sentido começarmos um e-mail com Excelentíssimo Senhor Doutor Professor… Mediante a cerimónia que o trato nos exija, proponho…

  • Opinião

    Dicas de etiqueta do e-mail (parte 1)

    O e-mail é uma ferramenta de comunicação elementar no nosso dia-a-dia mas injustamente menosprezada e subestimada. O correio electrónico é o nosso domicílio online. Contudo, como proprietários, nem sempre lhe prestamos a merecida atenção. Neste artigo, que se divide em duas partes, proponho-me enunciar algumas regras de ouro sobre a utilização do e-mail, tais como: o endereço, o assunto, as formalidades dos cumprimentos e dos títulos honoríficos, a escrita clara e sucinta, etc.. Nesta primeira parte, debruço-me sobre a composição do endereço (o que está à esquerda do @) e sobre o que se deve (ou não) escrever no campo ‘Assunto’. 1. O endereço O endereço do e-mail dita a…

  • Opinião

    Comprar online

    Actualmente, qual é o elo entre o consumidor e o acto de consumir? A resposta é simples: o online. A Internet revolucionou inúmeros sectores da sociedade e o das transacções comerciais não é excepção. No entanto, as compras online sempre foram olhadas de soslaio. Regra geral, o consumidor tradicional desconfia do comércio online. Acima de tudo, paira no ar o medo de que o seu dinheiro seja roubado por um pirata cibernético sem escrúpulos. Mas, como é óbvio, existe o reverso da medalha: os fãs dos cestos de compras virtuais. Para estes novos consumidores, já é um hábito comum passar a pente fino sites como o eBay com o intuito…

  • Opinião

    As redes sociais sempre existiram

    Ponto Prévio. Escrevi este artigo com um fio condutor em mente: demonstrar o meu ponto de vista sobre alguns mitos relativos às redes sociais. O autor Marshall McLuhan é o ponto de partida desta breve reflexão (throwback-aulas-de-Teorias-da-Comunicação). Na sua obra Understanding Media (1964), o pensador da comunicação surge com uma ideia inovadora: a de que os media são extensões do ser humano. Segundo o pressuposto, por exemplo, o computador é encarado como uma extensão do sistema nervoso central humano. O autor defende que as novas tecnologias — ou, se preferirem, as tais extensões do Homem — influenciam a acção dos indivíduos ao nível da esfera social. Com base nesta teoria…