Um recanto de arte perdido no coração de Lisboa

O Village Underground completou, no passado dia 11 de maio, cinco anos de existência. Para quem não conhece este pequeno recanto em Alcântara, na área do LX Factory, é uma visita a não perder. Não se paga por lá estar (o que, como sabemos, é sempre uma informação essencial), e nada combina melhor com uma cerveja e uma tarde de sol do que uma enchente de arte contemporânea ao ar livre.

É um espaço recatado e não muito extenso. Contudo, presenteado com uma quantidade avassaladora de arte nas mais diversas formas, desde caricaturas em caixotes do lixo a autocarros empilhados entre vários contentores unidos pelos melhores grafítis da atualidade.

 Para quem se perder, como decerto acontecerá a passear por entre as estruturas, o local tem, à disposição de qualquer um, o Village, café que está escondido dentro de um dos autocarros do espaço. Ideal para um refresco e, acima de tudo, ideal para uma boa sessão fotográfica. Recentemente, abriu também um espaço para brunch – O Buzz Lisboeta.

A magia do Village Underground está nos pormenores. O espaço é utilizado como refúgio para criações de arte moderna que em qualquer outro sítio seriam incompreendidas, até mesmo consideradas lixo, mas que juntas têm um propósito fascinante. Para quem ainda não esteja convencido de que este é um local de visita a não perder este verão, fica a dica de que o contraste das cores berrantes de cada mural do Village Underground é o background ideal para um Instagram perfeito!

(fonte: Andreia Simão)

Para quem apreciar as artes para além do seu impacto fotográfico, o Village Underground é um espaço que, à primeira vista, nada mais tem para além de alguns contentores soldados em cima uns dos outros, velhos autocarros com cafés no interior e algumas pinturas caricatas, mas que provam que a arte é muito para além de um quadro num museu: é uma nova perspetiva de beleza sobre algo que nunca ninguém teve, e lá estão garantidamente representadas algumas das mais impressionantes perspetivas da arte moderna portuguesa. 

(fonte: Andreia Simão)

Artigo corrigido por Mariana Coelho

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