A Exposição Invisível

Até ao dia 10 de janeiro é possível visitar a “Exposição Invisível”, da curadoria de Delfim Sardo, na Culturgest, em Lisboa.

Numa abordagem diferente daquelas que se consideram ser as comuns “artes visuais”, esta exposição não tem quadros, aliás, as paredes estão vazias.

À entrada, cada visitante recebe uns fones que são o grande suporte da exposição. Existem seis salas e, em cada uma delas, uma nova experiência sonora, desde experiências musicais a relatos de histórias passadas que provam que o som, por vezes, é tão visível quanto um quadro.

Aos domingos, tal como é habitual em várias exposições, a entrada é gratuita. Contudo, fica a nota: não vão muito tarde – é possível realizar a visita das 13:00h às 18:00h, mas devido às restrições impostas pela DGS sobre o limite de pessoas em cada sala, pode ser necessário esperar para entrar.

Quem preferir uma visita guiada, tem também essa possibilidade em alguns sábados.

A exposição que conta com a participação de artistas portugueses, como Ricardo Jacinto e Jonathan Saldanha, narra uma viagem pelo século XX, altura em que vários artistas se começaram a refugiar no som como forma de deixar registos das suas obras.

Num dos momentos finais da visita é possível ouvir a versão concerto de “A Man in a Room, Gambling” de Gavin Bryans e Juan Muñoz.

Cada sala cria no visitante uma nova sensação, nem sempre positiva. Aqueles que forem mais sensíveis podem chegar a sentir bastante desconforto em algumas das salas, dado o realismo provocado pelas peças.

Não apenas pela arte, mas também pelo mundo de sensações por descobrir ao longo desta visita – é, sem dúvida, uma exposição a não perder.

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