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    We need Slavery?

    Desde a pré-história e a Antiguidade que os seres humanos utilizam os animais para servir as suas necessidades, não só enquanto transporte mas como atração de circo, sem falar de que nós matamos animais dia após dia para nos alimentarmos ou termos casacos de pele chiques. Desta forma, aparentamos ser menos racionais que os próprios animais, isto porque eles matam por sobrevivência e nós, com todo o respeito, matamos por elegância. Contudo, voltando ao tema em questão, não cabe na minha cabeça como é que nós, com o poder de pensar, imaginar e inventar 1001 coisas, conseguimos tirar a liberdade destes animais “inofensivos”. Porque é que se chicoteia tigres e…

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    O fetiche pelo úbere bovino

    O ser humano começou a consumir o leite de outros animais há cerca de nove mil anos, quando iniciou a prática de domesticação da vaca e da cabra e delas quis aproveitar o máximo de recursos possível, incluindo aquele bem necessário à sobrevivência adulta: o líquido que, segundo a ordem natural da vida animal, serve para nutrir crias até que elas sejam capazes de digerir outros alimentos. Mas o ser humano adulto não consome o leite proveniente de seres da sua própria espécie: ele precisa mesmo é daquele que as vacas e as cabras dão ao mundo e precisa até mais do que os filhos delas, por isso não só…

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    Quem tem um cão… tem tudo


    À data de publicação deste artigo, cá por casa estamos a celebrar o 14º aniversário da minha cadela. É verdade, a minha “menina” já tem 14 anos! Crescemos juntas e ela é um dos membros mais importantes da minha família. Quem tem animais de estimação irá, certamente, compreender-me. A Dama — cujo nome foi, muito originalmente, roubado à Dama do filme da Disney, A Dama e o Vagabundo, — nasceu cá em casa. Quando era bebé tinha como passatempo entrar sorrateiramente no meu quarto, pegar num qualquer chinelo e sair a correr. Quando eu a apanhava ela estava a roer o chinelo. Às vezes ela largava-o quando via que eu…

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    Os deuses ficaram loucos

    Algures no alto mar, uma mãe perdeu-se do seu filho. Pouco depois ele veio dar à costa, sozinho. Encalhado na areia, banhado por uma ponta de mar, o pequeno parecia inerte. O vulto do corpinho despertou a atenção, e depressa se formou uma multidão no local. Uns olharam, outros tocaram, outros tomaram o bebé nos braços. Mas nenhum ajudou o pequeno a segurar o delgado fio de vida que talvez lhe restasse. Aquela mãe tornara-se então uma mãe sem filho. Esta podia ser a história de um naufrágio. Esta podia ser a história de uma mãe vítima da crise síria. Esta podia ser a história de uma mãe qualquer. No…

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    Animais vs. “Animais”

    Desde que nasci, sou um protetor dos animais e do seu habitat, visto que merecem viver com as boas condições que procuramos ter dia após dia, havendo apenas algumas diferenças entre duas espécies que habitam no mesmo planeta: os humanos são racionais e os animais são irracionais; os animais têm um instinto de sobrevivência e de trabalho em equipa diferentes, entre outras diferenças que poderão existir. A verdade é que os seres humanos são tão “racionais” que se esquecem de que invadiram o reino animal, ou seja, antes de haver a nossa raça e os australopitecos, já existiam animais irracionais, mesmo que fossem apenas dinossauros e outras espécies: insetos, micróbios,…

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    E quando o amor tem preço?

    Olá para ti que estás desse lado do vidro. Desculpa-me a indelicadeza de não me levantar, mas estou sem vontade. Sei que devia estar a fazer gracinhas. Tu ias rir-te e simpatizarias logo comigo. Depois, como todos os outros antes de ti, passarias por aquela porta e virias ver-me através deste outro vidro. Eu sempre deste lado, tu sempre do outro. Feito tonto, eu tentaria agradar-te ainda mais. Tu ias sorrir-me e chamar-me “fofinho”, “coisa fofa”, ou algo do género. Então, dirigir-te-ias à rapariga que está agora atrás do balcão, e que tem sido a minha única amiga desde há muito tempo, e perguntar-lhe-ias meia dúzia de coisas que eu…