• Opinião,  Secções

    O Governo do Povo

    É o tema do momento: a queda do governo liderado por Pedro Passos Coelho, eleito em 2011 com 38,65% dos votos a favor do Partido Social Democrata, acabando por se coligar com o Partido Popular que reunira 11,70% dos votos, alcançando assim a maioria dos votos. Situação idêntica vive-se agora, após as legislativas de 2015, nas quais o primeiro-ministro português viria a ser reeleito – idêntica, sim, mas não igual. O governo de coligação herdou uma complicada situação financeira, difícil de remediar sem a existência de sacrifícios. Contudo, os sucessivos cortes em pensões e salários, abolições de feriados, privatizações e ainda assim falta de melhorias na qualidade de vida das…

  • Atualidade,  Informação

    Já há governo… mas até quando?

    Já é conhecida a composição. Pedro Passos Coelho esteve esta terça-feira no Palácio de Belém para anunciar a Cavaco quais os membros que vão fazer parte do novo executivo. Paulo Portas mantém-se como vice-primeiro-ministro, Maria Luísa Albuquerque continua responsável pela pasta das finanças, Rui Machete assume de novo a chefia do Ministério de Estado e dos Negócios Estrangeiros. José Pedro Aguiar-Branco (Defesa), Marques Guedes (Desenvolvimento Regional) , Jorge Moreira da Silva (Ambiente), Assunção Cristas (Agricultura) e Pedro Mota Soares (Segurança Social) também continuam no governo. De resto, foram criados dois novos ministérios: Cultura, Igualde e Cidadania e ainda o da Modernização Administrativa. O ministério da Cultura ficará a cargo de…

  • Grande Reportagem,  Informação

    Muitas decisões para um País

    Duas semanas de campanha, apelos à maioria da coligação de um lado, apelos à maioria do Partido Socialista do outro. A esquerda reivindicava uma mudança. Todos lutaram por um voto a mais. Dia 4 de Outubro os portugueses falaram e negaram maiorias. O PAN elegeu um candidato, o Bloco de esquerda quase que triplicou o número de deputados e é a terceira força política. Dia 4 de Outubro os portugueses falaram e decidiram: nem a coligação PàF nem o PS mereciam a maioria. Dos 16 partidos que foram a votos, tudo apontava para a entrada de um novo partido no Parlamento: o Partido Livre-Tempo de Avançar, comandado por Rui Tavares,…

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    O Anarquista Que Queria ser Rei

    Nisto não há vencedores ou vencidos. Há fações ideológicas com mais representantes e outras com menos. Um governo saudável, um parlamento saudável, não tem maiorias de nada: tem uma ampla representatividade daquelas que foram as escolhas do país. Ninguém ganha legislativas, ninguém perde legislativas. Um governo minoritário (do centro) seria a melhor coisa que podia acontecer a este país. Um executivo com pouca representação partidária, sem aficionados, sem perversidades fanáticas e bimacrocefalias exageradas, vigiado por duas grandes oposições – uma à esquerda e outra à direita –, terá as melhores condições para governar com isenção. Porém, vejam só, este país longe está de uma utopia. E por dela tão longe…

  • Atualidade,  Informação

    Costa trabalha em “plataforma de governo”

    António Costa, secretário-geral do Partido Socialista, continuou nesta segunda-feira a ronda de reuniões técnicas com os partidos com acento parlamentar. Com o objectivo de encontrar uma solução que permita a formação de um governo, Costa reuniu hoje com o Bloco de Esquerda e com o Pessoas Animais Natureza. Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, afirmou, depois do encontro com Costa, que demorou perto de duas horas, que o “governo de Passos e Portas acabou hoje”, referindo-se assim à possibilidade de um acordo alargado da esquerda assente numa maioria parlamentar. Já o secretário-geral do PS referiu-se a este encontro como “interessante”. Da parte da tarde, Costa rumou à sede do…