• 7ª Arte,  Secções

    Hunger Games, Mockingjay Parte 2 – Crítica

    O blockbuster Hunger Games chega ao fim bem afastado da qualidade e originalidade que o levou ao sucesso inicial. Depois de um primeiro ‘capítulo’ estonteante, repleto de emoções capazes de colar o espetador ao grande ecrã, a saga termina de forma murcha com uma segunda e última parte de Mockingjay que apenas prolonga o ‘arrefecimento’ das versões que a antecederam. Sim, Jennifer Lawrence continua a interpretar Katniss Everdeen com a mesma identidade que levou o primeiro volume de Hunger Games ao estrelato, mas o argumento não a favorece. Pelo contrário. Peca e muito pela desconstrução da história, repetindo-se por várias vezes as quebras no enredo. O mesmo acontece em Catching…

  • 7ª Arte

    American Sniper

    Os dados estavam lançados antes de chegar às grandes salas de cinema e a reacção da mesa ganhou outras proporções com a sua estreia. American Sniper, de Clint Eastwood, é uma longa-metragem polémica, sim, mas executada na perfeição e um sério candidato aos Óscares… Se a Academia a isso estiver disposta.‘Então mas… E o bebé falso?’ dirão muitos logo depois deste primeiro parágrafo. O dito ‘bebé falso’, que aparece depois de um pequeno rebento que mexe os dedos como qualquer um de nós, é um simples detalhe que passa ao lado de todo o filme – menos de quem nele vê, apenas, cenas passíveis de serem criticadas. American Sniper, um…

  • Música

    O que esperar dos Muse no NOS Alive?

    Neutron Star Collision e uns tons de cor-de-rosa misturados com imagens de uma das sagas mais bipolares ao nível de críticas nos últimos anos. O que correu pelos ouvidos de muitos rapidamente se tornou numa das piores (melhores?, se falarmos de projecção mundial) apostas da banda britânica. Estamos aqui para falar do que esperar dos Muse no NOS Alive 2015 e, certo é, estará longe do tema vampiresco. Os Muse que se apresentarão no Passeio Marítimo de Algés no próximo ano estarão renovados. Não faltarão, com toda a certeza, as ‘guitarradas’ épicas de Matt, as variações de escalas e os tão apaixonantes clássicos. Os Muse de 2015 serão, e como…

  • Literatura

    Ken Follett – O ‘desenhador’ de thrillers

    Para escrever este texto recuo ao verão de 2013. Era uma bela noite de agosto, com uma aragem quente, e eu estava num centro comercial ao ar livre no Algarve quando decidi entrar numa pequena Bertrand que fazia esquina em frente a uma loja de jogos. Mal eu sabia que, com aquela decisão, estava prestes a descobrir um novo mundo — o de Ken Follett. Naquela noite, começou a minha relação com a obra do britânico. Tinha “O Terceiro Gémeo” e “O Vale dos Cinco Leões” na mão. Levei-os para casa e nos dias seguintes para a praia e a piscina. Não mais que um par de vezes, não tivessem…

  • 7ª Arte

    Jessica Chastain, o sorriso que conquistou Hollywood

    The Disappearance of Eleanor Rigby: Him, The Disappearance of Eleanor Rigby: Her, The Disappearance of Eleanor Rigby: Them, Interstellar e The Tree of Life. Isso mesmo, cinco filmes. Se não sabem do que falamos, coloquem este artigo em suspenso, guardem-no nos marcadores e investiguem os anteriores. Ou não, façam-no pela ordem inversa. Aquilo que aqui interessa verdadeiramente é destacar o trabalho de Jessica Chastain, em destaque nos maiores ecrãs do mundo e, claro, na ESCS MAGAZINE. Quem é, o que faz, como e quando? São estas algumas das questões a que a rubrica Perfil se digna a responder, são estas algumas das questões que a ESCS MAGAZINE tem fomentado nos…

  • 7ª Arte

    Interstellar: magia do início ao fim

    Matthew McConaughey, Anne Hathaway e Matt Damon: o elenco era de luxo e, pela ficha técnica, Interstellar tinha tudo para fazer furor nas bilheteiras. Foi mais longe: agarrou a audiência, a crítica e deu que falar. Acima de tudo, deu que pensar. É o filme do momento, aquele sobre o qual todos querem saber mais e aquele que vale a pena ver. Ruína na Terra, esperança no espaço. NASA, pois claro. E, assim, o que começa em completo segredo resulta em missões de busca por um planeta habitável. Algures no espaço, em pleno desconhecido, Cooper e Brand investigam missões anteriores em descoberta de vida. Há mais para lá da Via…

  • Música

    O dia em que Taylor Swift salvou a indústria da música

    Em dez meses, nenhum álbum conseguiu o tão desejado estatuto de ‘platina’ nos EUA. A indústria da música norte-americana começava a desesperar mas, para o final do mês de Outubro, estava agendado o lançamento daquele que era considerado (previsto talvez seja a melhor expressão) como o salvador do ano. 1989, o mais recente álbum de Taylor Swift, impediu uma mancha negra no ano de 2014. É caso raro nos Estados Unidos da América, mas, este ano, esteve perto de acontecer. A atitude dos ouvintes em relação ao suporte físico mudou e plataformas como o Spotify continuaram a crescer. Resultado? A venda de álbuns – aquelas circunferências com uma face ‘meio…

  • Literatura

    Haruki Murakami: 1Q84

    No verão de 2013, tive um love affair com Sputnik, meu Amor. Foi uma coisa curta, de dois dias, e que terminou com um virar de página. Curta mas memorável. Este Outono, contudo, o cenário foi diferente. 1Q84 tomou-me mais tempo, mais noites (de sono?) e mais pensamento. Cativou-me de forma ainda mais profunda. Ligou-me a Haruki Murakami. As três extensas partes do romance roubaram-me ao mundo. Não importava o que acontecia, todos os dias me queria envolver nelas. ‘É só um capítulo’, começava por dizer, até que Aomame e Tengo me arrastavam por horas nas cativantes páginas. Vivi o seu romance como se fosse meu, quis acompanhá-lo e descodificá-lo.…

  • Opinião

    A cidade dos que não querem dormir

    Lisboa está na moda. Por ser barata, quente e alegre. Os motivos são vários, na verdade, intermináveis, e com isto chegam os turistas. São aos milhares e fazem-me perder nas minhas próprias ruas. De repente, estou num hotel gigante, com dificuldades em chegar à outra ponta do corredor do meu quarto. Depois das semanas do surf, que encheu as praias de Carcavelos, Guincho e Peniche (foram mesmo mais de 80.000 num dos últimos dias) regressou o sol. Não lhe resisto, claro, e viro as costas a casa. Aproveito todos os seus raios enquanto (ainda) é tempo, seja na praia ou nas ruas. Mas não estou sozinho. Uma vez mais, Lisboa…

  • Música

    Keira Knightley: Vi, ouvi, apaixonei-me

    O outro lado da atriz Sabia ao que ia sem, no entanto, o saber realmente. Foi amor ao primeiro play. Keira Knightley tem 35 anos e já me fez comprar um bilhete para uma sessão de cinema pelo simples facto de aparecer na ficha técnica. Desta feita, no entanto, tudo foi diferente. Não escrevo sobre a Keira Knightley dos Piratas das Caraíbas, O Amor Acontece ou Anna Karenina, entre muitos outros títulos; e muito menos escrevo sobre o seu sorriso, accent encantador ou qualidades de representação. Naquela noite, o meu “eu” já estava bem a par de tudo isso. Daí que me tenha sido possível conhecer o outro lado: aquele…