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Marta Cunha Grilo: a ex-escsiana responsável pela comunicação da Gap Year Portugal

Marta Cunha Grilo é comunicadora, ambiciosa e gosta de desafios. Por isso, não poderia ter escolhido outra escola que não a ESCS. A ex-escsiana estudou Jornalismo e é atualmente a responsável por toda a comunicação da ONG Gap Year Portugal.

Considera a ESCS uma escola repleta de ferramentas que levam a que os alunos se desenvolvam na área que escolherem, dando também a oportunidade de explorarem diferentes vertentes complementares dentro da temática da comunicação.

Para mim, a ESCS é sinónimo de colocar as mãos na massa, dentro e fora da sala de aula.

Marta afirma que quando fazemos uma análise das diferentes faculdades com uma oferta de cursos semelhante, é difícil encontrar uma que seja tão prática como a ESCS, quer seja pelas cadeiras, quer seja pelos núcleos. Isto leva a uma oportunidade e “avanço” no mercado de trabalho, garante. Enfatiza “o mestre Sena Santos”, que a levou a não duvidar das suas escolhas e capacidades, “é uma pessoa brilhante!”, afirma.

Fez parte da ESCS FM, onde teve o podcast Touristing Around e Pontos nos is. Apesar desta passagem breve pelos núcleos, diz com algum arrependimento que gostava de se ter envolvido mais, ainda que na altura não lhe tenha sido possível.

Marta no estúdio da ESCS FM. Fotografia cedida pela própria.

Garante ser uma fanática pelo mundo da comunicação, não tendo para já nos seus planos exercer o “puro Jornalismo”. Ainda assim, não descarta essa opção: Talvez um dia”, afirma.

A primeira palavra que lhe vem à cabeça quando pensa na ESCS é “prática”, no sentido mais literal. Acrescenta que a ESCS apresenta opções e projetos reais que permitem aos alunos experimentar de uma forma mais profissional e séria, mas estudantil ao mesmo tempo, o que leva a que possam errar e corrigir.

Quando terminou a Licenciatura, decidiu fazer um gap year com a duração de um ano e meio, seguido de um Mestrado. Contribuiu para o desenvolvimento da primeira edição da Road Trip Gap Year Portugal, um projeto da Gap Year Portugal, que tem levado o conceito de gap year a escolas secundárias do norte ao sul do país, incluindo as ilhas.

De forma a angariar algum dinheiro para o seu gap year, a escsiana trabalhou num centro de estudos ao mesmo tempo que fez parte da equipa que levou ao terreno o projeto acima descrito, durante quatro meses.

Marta na primeira edição da Road Trip Gap Year Portugal, em 2017. Fotografia cedida pela própria.

A acrescentar a isto, Marta fez também voluntariado durante dois meses em Kutaisi, uma cidade na Geórgia, assim como uma viagem sozinha pelo México, Belize e Flórida. Conta que sentiu uma necessidade de fazer uma pausa. “Tinha estado a estudar non stop durante 15 anos e precisava de tempo para explorar outros hobbies, desenvolver consciência crítica, aumentar horizontes, ter novas experiências e ter tempo para mim.” 

Sempre teve uma sede do mundo, adora viajar, conhecer e mergulhar noutras culturas, aprender, refletir e comunicar. “Sou uma pessoa de pessoas e, para mim, este era o timing certo. Queria também aprender novas línguas, desenvolver skills de adaptabilidade, comunicação, entre outras. Para além disso, a independência era algo que queria ganhar, especialmente financeira, e ambicionava ter mais experiências no mundo do trabalho que abrissem portas na sua área. Queria viver a vida ao máximo, conta. 

Marta no México. Fotografia cedida pela própria.

Nesse mesmo ano, acabou por ingressar no Mestrado de Jornalismo de Viagens, na UAB, em Barcelona. Garante que as experiências que teve desenvolveram mais tolerância em relação aos outros, uma maior adaptabilidade, gestão de prioridades, tempo e dinheiro. Tornou-se mais autónoma, mais segura de si própria, com vontade de criar mais, de fazer mais, e “com uma energia e um power brutais.

Meio ano depois, aceitou o cargo de Diretora de Comunicação na Gap Year Portugal. Descreve esta experiência como desafiante e desgastante (até certo ponto), mas super gratificante e entusiasmante. Acrescenta que um gap year é uma forma de encarar a vida, de nos desafiarmos, de não nos acomodarmos ao tradicional, de nos aventurarmos, de nos explorarmos, de nos conhecermos, de aprendermos e reaprendermos, de trilhar vários caminhos, de refletirmos e de nos conectarmos connosco e com o mundo. Para a Marta, gap year é sinónimo de querer mais, de ser mais e de fazer mais.

Confessa que tem sido muito desafiante fazer parte da Direção: “É uma responsabilidade enorme gerir a comunicação e uma equipa de quinze voluntários. O ambiente e a forma como encaramos as situações, os desafios e os obstáculos também me dão imensa energia e um gozo enorme. Já para não falar nas mensagens e e-mails que recebemos, diariamente, de jovens.

Equipa de Voluntários da Gap Year Portugal. Fotografia cedida por Marta Grilo.

Marta é neste momento também a host do podcast Covid 2.ºDRT, que começou “just for fun” durante o primeiro confinamento. Sem grandes expetativas, acabou por ganhar alguns ouvintes e o podcast foi nomeado para a categoria “Melhor podcast e lifestyle”, em 2020, no Podes – Festival de Podcasts. O mesmo aconteceu com o da Gap Year PortugalReady. Gap. Go! -, o qual também gere.

Confessa que lhe dá imenso prazer fazer, pensar e editar os episódios, assim como ouvir as histórias das pessoas e fazer com que os ouvintes embarquem na viagem só com o áudio. Depois das aulas com o Sena Santos e destes dois podcasts, confesso que já estive mais longe de me imaginar a trabalhar numa rádio. A ver vamos!

Marta deixa o conselho para quem está a começar agora o seu percurso académico: Aproveitem bem a universidade. A ESCS tem núcleos incríveis para explorarmos os nossos interesses e talentos escondidos. (…) Quem está agora a começar deve arriscar e experimentar o máximo possível!

Relativamente a projetos futuros, vai continuar na Gap Year Portugal. No futuro gostava de voltar a fazer um gap year por tempo indeterminado. Voltar a pôr a mochila às costas, viajar e trabalhar por aí e, quem sabe, se gostar de um sítio em particular, ficar uma temporada.

Quanto à expressão “aproveitem enquanto podem, porque quando estiverem a trabalhar será tudo pior”, Marta afirma que não sente que trabalhar não esteja a ser pior ou melhor. É diferente! Acho que está relacionado com a forma como encaramos o nosso trabalho. Não se assemelha à vida de estudante, mas, no meu caso, acho que é igualmente boa, senão melhor! Tem mais responsabilidades, claro, mas a vida é assim.

Marta considera que muitas vezes são tomadas decisões precoces relativamente ao futuro profissional, o que leva a que nos possamos aperceber de que afinal não era bem aquilo que queríamos fazer. “Está tudo bem se isso acontecer”, afirma. O seu conselho é para não se acomodarem, explorarem, arriscarem, viajarem, fazerem voluntariado, meterem-se à prova e não se prenderem à ideia de que só podem ser uma coisa. 

Deixa-te inspirar pelo percurso “fora do tradicional” da Marta Cunha Grilo. Como a ex-escsiana diz:

Podem ser tudo aquilo que quiserem e a vossa área não vos define.

Artigo escrito por: Mariana Faria

Artigo revisto por: Maria Ponce Madeira

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