Spinning Out: Enfrentar o gelo

Spinning Out foi uma das séries que estrearam no início de 2020 na Netflix, e é extremamente viciante. Criada por Samantha Stratton, aborda temáticas pouco retratadas em séries: a patinagem no gelo, o sofrimento psicológico e o cansaço físico intrínsecos ao treino olímpico.

Fonte: Flixable

Inicialmente, é-nos apresentada Kat, a personagem principal da série, interpretada por Kaya Scodelario, que faz uma interpretação fenomenal e fora da sua zona de conforto. Apesar de muitos a considerarem uma grande patinadora, Kat perdeu a confiança em si mesma após ter sofrido uma grave queda no gelo, que lhe provocou um traumatismo craniano. A vida familiar de Kat também é complicada, já que ela tem de lidar com a problemática irmã adolescente e com a mãe, que sofre de bipolaridade, doença que também atormenta a patinadora.

A juntar a tudo isto, percebemos que o último recurso para a atleta parece ser tornar-se treinadora, embora essa seja uma opção muito pouco convidativa. É aqui que acaba por perceber que tem de escolher entre patinar a pares com Justin (Evan Roderick) ou não patinar mais. Justin é um excelente patinador, mas um rapaz bastante egocêntrico e irresponsável. Contudo, ao longo da série, percebemos que a personagem sofre mudanças no seu comportamento, ao revelar-se bastante querido e preocupado.

Fonte: Ready Steady Cut

A química e o romance entre os dois personagens principais estarão presentes ao longo da série, bem como a sexualidade, o abuso ou o racismo, mas nenhum destes temas é aprofundado. A questão da saúde mental, nomeadamente da bipolaridade, é o tema preponderante, sendo que são explorados os sintomas e as principais dificuldades de quem vive com esta doença e de quem convive com alguém que a tem.

A primeira temporada apresenta todos os personagens e os seus problemas e traumas. A segunda temporada ainda não foi oficialmente confirmada, mas existem rumores de que está para breve e de que irá apresentar desafios ainda maiores e mais exigentes, demonstrando mais uma vez o quanto o mundo das competições pode ser traiçoeiro.

Artigo revisto por Mariana Plácido

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