7ª Arte

The Hunger Games – Mockingjay (parte 1)

A primeira parte do terceiro filme da saga é austera, claustrofóbica e existe efetivamente pouco a acontecer em termos de desenvolvimento no enredo. No entanto, apesar de não fazer o mínimo sentido como história independente, Mockingjay (parte 1) é o início daquilo que poderá vir a ser um desfecho épico.

A revolta dos vários distritos acendeu-se no último filme. Nada a derrubará e nada se poderá fazer quanto a isso, nem mesmo a separação de Katniss e Peeta por distritos opostos. A primeira, encontrando-se no distrito 13, consegue fortalecer a revolta ao ser o símbolo de oposição ao regime do presidente Snow. O segundo, detido pelo Capitólio, aparece nas transmissões de televisão dos distritos com uma postura reaccionária e quase convertida num dos discípulos do ideal Snow.

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É sob estas condições que todo o filme explora como a propaganda é usada para definir o cenário ideal de um conflito manipulado por ambas as partes. Tendo em conta que este é um filme direcionado para as massas e mais especificamente para um público jovem, é realmente interessante que este demonstre factos reais como o hipnotismo da era da televisão, o controlo subversivo que este consegue exercer no público e como este se deixa enfeitiçar e obdece à retórica mais forte. São brilhantes críticas a uma sociedade real em que os media são uma arma política.

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Jennifer Lawrence, irrepreensível, não só nos mostra um lado diferente de Katniss – extremamente psicológico e desgastado – como assinala o quanto um símbolo, um sinal, uma pessoa, pode fazer a diferença e permitir alcançar reuniões em momentos difíceis. Nesta primeira parte do filme, o falecido Phillip Seymour Hoffman dá também, infelizmente, a sua última prestação, preenchendo de carisma e autenticidade cada cena que protagoniza. Em relação à adição de personagens à história, surge Julianne Moore no papel de Alma Coin, a presidente do distrito 13, e, por sua vez, dos rebeldes. Embora desempenhe uma função clara e objetiva, Alma transmite uma certa ambiguidade que, se não foi propositada, se deveu à forma impulsiva como entrou e tomou as rédeas da história.

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É na tentativa de resgatar Peeta e os restantes do Capitólio que toda esta primeira parte do filme se rege e é também com esse feito que termina. Em suma, e apesar de a  crítica constante à divisão da obra cinematográfica, “Hunger games” poderá vir a beneficiar desta divisão, criando uma separação que equilibra o que poderia ter sido prejudicado pela pressa de “comprimir” o último de livro de Suzanne Collins em apenas duas horas.

 

 

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