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    A vitimização masculina e a ideia do feminismo opressor

    Esta é uma resposta ao artigo “A Vitimização Feminina”, de João Carrilho (http://escsmagazine.escs.ipl.pt/a-vitimizacao-feminina/ – aconselhável ler antes deste). Em traços gerais, ele trata o feminismo na atualidade, revelando que este já não é necessário nas “democracias ocidentais”, pois as mulheres não são oprimidas aí atualmente, e que o feminismo da terceira onda é a expressão da opressão aos homens que existe nos dias de hoje, nomeadamente no nosso país. Contextualizando, a terceira onda feminista surgiu de uma necessidade de ampliar o movimento a mulheres não-brancas, queer e de classes baixas, o que nada tem que ver com vilificar homens, como o artigo a que respondo defende. Este também afirma que…

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    Se as mulheres mandassem…

    Com a nova entrada de mulheres no governo, o reincidente debate sobre o papel (quase inexistente) do sexo feminino no poder reacende-se a todo o vapor. Apesar da maior recorrência destas situações, continuam a ser fenómenos demasiado esporádicos e que mostram o ainda machismo patente na cultura portuguesa e mundial. Houve evolução, isso é inegável, mas há preconceitos profundamente enraizados, não só na nossa sociedade, como nas próprias normas legais que a regem. Ofereço apenas o seguinte exemplo: se for retirada toda e qualquer emoção ao casamento e nos restringirmos aos factos puramente racionais, este ato nada mais é senão um registo de propriedade. A mulher deixa de ser ela…

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    Sei lá o que é o feminismo

    Outro dia disseram-me (na internet) que eu não era uma verdadeira feminista. Fiquei tão chocada quanto ofendida porque, em primeiro lugar, sou das pessoas mais feministas que conheço e, em segundo lugar, não conhecia a pessoa de lado nenhum. Mas ela (repita-se, ela, rapariga) parecia conhecer-me muito bem. O contexto da conversa não tem qualquer importância; sei que a certa altura devo ter dito algo como “adoro camisolas de gola alta”. Nem sequer é verdade – mas não interessa. Interessa que a rapariga levou isso a peito e resolveu explicar-me porque é que eu, feminista, não o podia ser se gostasse de camisolas que tapam o pescoço. A explicação foi…

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    Um “mergulho” na Sociedade pouco Feminista

    Todos os dias penso que estamos numa sociedade modernizada e civilizada mas não: o papel da mulher permanece quase intacto, tendo mais deveres do que direitos. A sociedade, aparentemente liderada pelos homens, “esmaga” a presença da mulher, “empurrando-a” para caminhos difíceis e com diferentes obstáculos, onde é discriminada pelo próprio meio-social onde nascem ou habitam. Em termos psicológicos, o pensamento dos homens é algo muito natural e previsível, olhando para a mulher como um mero objecto sexual e de trabalho, com uma natureza física totalmente diferente. Focando-se, assim, nos pontos fracos do sexo feminino, de modo a poder “controlar” este ser a seu bel-prazer, ou seja, tudo está feito para…