• Opinião

    Música “a sério”

    Durante um dos meus frequentes momentos de procrastinação, que já são crónicos, fui vagabundeando pelo Youtube, vendo vídeos de todos os géneros. Passado 30 segundos já estou farto de um vídeo, por isso passo logo para outro. Faço isto, às vezes, durante uma hora para depois me aperceber de que estaria melhor a jogar, porque ao menos não me interrompia constantemente. Também me acontece isso a ouvir música: ao ouvir uma canção lembro-me de outra e não oiço a primeira até ao fim. Também uso o Spotify, mas vou alternando o uso da plataforma com o uso do Youtube no que toca a ouvir música, visto que nem todas as…

  • Opinião

    Uma espécie de código de conduta personalizado

    Olá! Como estão? O meu nome é João e tenho 19 anos. Eis alguns dos meus hobbies: gosto de comer croissants de chocolate, de me colocar em situações embaraçosas, de contemplar o vazio da minha e da vossa existência. Também gosto de escrever sobre muita coisa e de dar a minha opinião em relação a muita coisa – quando tenho vontade, o que não acontece muitas vezes – e foi, talvez, por isso que me convidaram para fazer parte da secção de opinião da ESCS MAGAZINE. Numa espécie de artigo 0, comprometo-me a elaborar algumas regras pessoais pelas quais me vou reger durante este período de expressão, para além do…

  • Opinião,  Secções

    Ontem. Hoje. Amanhã

    A vida é um conjunto de escolhas. Esta é, à partida, uma premissa relativamente passiva de ser aceite sem grandes contestações. No entanto, muitas pessoas não abarcam o real significado desta frase. No universo estudantil em que me vejo atualmente rodeado, poucas perguntas se colocam mais que a infame e sempre temida: O que é que eu vou fazer com a minha vida? Esta sorrateira e sempre matreira pergunta arrasta-se connosco como uma mosca, viscosa e repelente, tornando-se impossível de sacudir por mais de dez segundos. Persegue-nos, silenciosamente, mostrando-se constantemente nos nossos momentos menos corajosos, empurrando-nos para o canto da nossa mente, em que somos prisioneiros e reféns dos nossos…

  • Opinião,  Secções

    Podem os videojogos ser arte?

    É tortuoso definir o segundo substantivo que titula esta crónica. Maior do que a discórdia sobre a origem da ética, e conseguindo até bater a eterna questão acerca da veracidade do cabelo do Donald Trump, é a pergunta sobre a ontologia da arte. O espectro estende-se dos “estritos”, aqueles para quem a arte se restringe à mimese pintada, aos “latos”, os que diluem de tal forma a definição da palavra que esta perde todo e qualquer significado – “arte é levantar-me a meio da noite para beber água”. É óbvio o simbolismo sobre os problemas energéticos que afetam a África subsariana, não acham? Algures no meio encontra-se a razão. Eu…

  • Opinião,  Secções

    O Príncipe de Massamá

    A consciência de ser o que se é pode apenas ser quebrada pela noção de que nunca se é o que realmente se tenta ser. Pois não há a plenitude de nada, tampouco o excesso de alguma coisa. Nada é demais e tudo chega por menos do que a quantia necessária para que valesse algum esforço. Até os dias são escassos. Falta nos dias o tempo. Falta a vontade. Falta a vida. E falta acreditar. Ninguém acredita. Eu não acredito, tu não acreditas. Estamos aqui os dois numa sucessão de ideias que não nos leva a lado nenhum. Tu perdes o teu tempo, eu tento manter-te a perder tempo. Porém,…