• Atualidade,  Informação

    Redes sociais turcas bloqueadas

    O acesso aos WhatsApp, Youtube, Twitter e Facebook na Turquia foi bloqueado esta sexta-feira, tal como várias VPNs (redes de comunicações privadas construídas sobre uma rede de comunicações pública), escreve o TurkeyBlocks – um site turco especializado na monitorização em tempo real da liberdade na internet -, que afirma que também houve restrições no acesso ao Instagram e ao Skype. As interrupções devem-se a limitações de largura de banda, um “estrangulamento” através de servidores nacionais, como a TTNet ou a Turkcell. Apesar de ainda não haver confirmação de ter sido uma decisão do Governo, o bloqueio aconteceu horas depois de aquele ordenar deter dois líderes e pelo menos 13 deputados…

  • Opinião,  Secções

    Os deuses ficaram loucos

    Algures no alto mar, uma mãe perdeu-se do seu filho. Pouco depois ele veio dar à costa, sozinho. Encalhado na areia, banhado por uma ponta de mar, o pequeno parecia inerte. O vulto do corpinho despertou a atenção, e depressa se formou uma multidão no local. Uns olharam, outros tocaram, outros tomaram o bebé nos braços. Mas nenhum ajudou o pequeno a segurar o delgado fio de vida que talvez lhe restasse. Aquela mãe tornara-se então uma mãe sem filho. Esta podia ser a história de um naufrágio. Esta podia ser a história de uma mãe vítima da crise síria. Esta podia ser a história de uma mãe qualquer. No…

  • Opinião,  Secções

    A política (ainda) não é digital

    A relação dos políticos portugueses com os social media ainda se encontra em período de gestação. A política teima em subestimar o potencial das redes sociais, quando já se percebeu que os benefícios deste casamento são inegáveis. O fenómeno justifica-se, por um lado, pelo conservadorismo da classe política, assente em puritanismos, e, por outro, pelo medo de ouvir a voz do cidadão. Na verdade, poucos são aqueles que arriscam abrir portas aos social media. Quem dá esse passo, acaba por não conseguir levar avante a missão, porque, pura e simplesmente, não há uma estratégia de comunicação focada nas especificidades das redes sociais. Na era do Facebook e afins, seria expectável…

  • Opinião

    Quando o conteúdo se torna lixo

    (Ilustração de Sandrina Fonseca) Sou um entusiasta das redes sociais, assumo. Aliás, sou dependente do online, na sua generalidade. Não arrisco afirmar que sou viciado, pois um verdadeiro viciado não o admite. (Pronto, provavelmente, sou mesmo…) Eu sou daquelas pessoas que, quando acorda, a primeira coisa que faz é pegar no smartphone, que está em cima da mesa-de-cabeceira – convém que esteja ali à mão de semear. Em meia dúzia de minutos, consulto o que foi publicado, durante as últimas horas, no Facebook e no Instagram. É mais forte do que eu… Mas adiante. A introdução do parágrafo anterior serve apenas para fazer a ponte para uma constatação meramente pessoal…

  • Informação

    Facebook: notícias quase em tempo real

    O Facebook lançou, na passada quarta-feira, a funcionalidade Instant Articles. Em parceria com nove editoras, esta rede social vai passar a ter artigos que são lá directamente publicados. Com maior facilidade de leitura e dez vezes mais rápidos, os conteúdos noticiosos – já com grande procura nos dispositivos móveis – passam a estar agora mais próximos do tempo real. Disponível para iPhone, esta funcionalidade tem notícias do The New York Times, National Geographic, BuzzFeed, NBC, The Atlantic, The Guardian, BBC News, Spiegel e Bild. Este é “um novo produto para os editores criarem artigos mais rápidos e interactivos no Facebook” uma vez que “mais pessoas acedem a notícias nos seus dispositivos móveis”, afirmou Michael Reckhoe, gerente…

  • 7ª Arte

    A Rede Social

    Quando pensamos em redes sociais pensamos em Facebook. Já quando pensamos em filmes acerca de redes sociais, pensamos em “A Rede Social” (filme de 2010) que, para os distraídos, retrata a criação do Facebook. Inspirado no livro “Milionários Acidentais” de Ben Mezrich e realizado por David Fincher, este filme com um enredo aparentemente simples à primeira vista revela-se mais profundo do que esperávamos. A verdadeira força motivadora deste filme é a aceitação social, trata-se quase de um estudo acerca do que estamos dispostos a fazer para que os outros nos considerem cool. Fincher não se retrai em mostrar-nos a verdade: faz um constante paralelo entre o momento da criação da…

  • Opinião

    Diga não à Internet e diga sim ao Facebook!

    Já tinha revelado em crónicas passadas a minha paixão por estatística. Hoje deparei-me com um magnum opus do género. Só para fazer um pequeno enquadramento: no mundo da ciência, um estudo nunca chega; no da ciência social, muito menos. Para evitarmos ficar com uma gelatina de incerteza é necessário alicerçar um estudo com outros estudos. E este é exatamente o caso: uma nova investigação, promovida pelo site Quartz, reforça a tese de um estudo de 2012 do thinktank LIRNESIA: as pessoas do sudeste asiático (Tailândia, Indonésia, Filipinas e Myanmar) têm mais tendência para se declarar utilizadores do Facebook do que utilizadores da Internet. Helani Galpay, líder da investigação, pensou que…

  • Opinião

    Em Que Estás a Pensar?

    Há muitas teses a propósito das redes sociais. Para mim, cada vez são um espaço mais desinteressante. E nem é nenhuma teoria sobre os efeitos que as redes sociais vão ter nas sociedades com o passar do tempo. É mesmo pela razão mais simples: cada vez encontro menos coisas lá que me interessem. A tendência tem sido para que, cada vez mais, sejam espaços que contribuem para a confusão e não para o esclarecimento; para fomentar a aparência e esquecer a essência; para mostrar aos outros que somos melhores e, ao mesmo tempo, invejarmos a vida dos outros; para nos privarmos de ter tempo para nós próprios e para a…

  • Literatura

    Zuckerberg faz esgotar livros

    O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, decidiu que em 2015 iria ler mais e tem estado a cumprir. Depois de partilhar o seu objetivo para o novo ano, que consiste em ler dois livros por mês, Zuckerberg pediu ajuda aos seus trinta milhões de seguidores para escolher o primeiro livro do ano. Após uma votação, a escolha recaiu sobre The End of Power, de Moisés Naím. O livro — em formato físico — tornou-se imediatamente no 39.º livro mais vendido pela Amazon. Zuckerberg sugeriu que as pessoas se juntassem a ele na página “A Year of Books”, que criou de propósito para o efeito, para comentarem o livro de cada…

  • Opinião

    Etiqueta nos social media

    Imagine-se o seguinte cenário: é hora de almoço de um rotineiro dia de trabalho. Queremos almoçar e, por isso, escolhemos um restaurante. Queremos boa comida a um bom preço e, preferencialmente, um serviço rápido porque, no fim da refeição, não abdicamos de uma bica e de dois dedos de conversa antes de retomarmos a jornada laboral. Mas e se, ao chegarmos ao restaurante, nos sentássemos à mesa e o empregado nos ignorasse, mesmo quando lhe fizéssemos sinal? Obviamente, reclamaríamos do mau serviço prestado. E se continuássemos a ser ignorados levantar-nos-íamos e sairíamos porta fora. Em último caso, nunca mais lá voltaríamos nem recomendaríamos o restaurantezeco aos nossos amigos.   Agora,…