• Opinião

    Redes sociais: a contribuição para o desaparecimento da privacidade

    Vivemos numa nova era. Numa era em que numa questão de poucos minutos podemos obter uma panóplia de informação acerca da vida de alguém. Numa era em que o registo fotográfico ou de vídeo de todas as nossas ações se tornou essencial para sermos considerados “normais”. Numa era em que, através de uma aplicação instalada no nosso telemóvel, nos podemos tornar nos influenciadores e, consequentemente, sermos remunerados por isso. Mas principalmente numa era em que, na minha opinião, já não existe privacidade, a não ser para aqueles que não utilizam redes sociais. As redes que se foram criando e desenvolvendo ao longo dos anos têm cada vez mais vindo a…

  • Literatura

    As melhores redes sociais para quem adora ler… e partilhar!

    Ler livros é ótimo, mas poder partilhar o que lemos com os outros é ainda melhor! Numa altura em que estamos cada vez mais próximos da tecnologia, da internet e das redes sociais, é preciso tirar o melhor partido dela. Então, por que não juntar o melhor dos dois mundos? Bónus: para além de partilhares o teu gosto por livros, consegues ainda descobrir leituras novas! Existem muitas opções, mas o pequeno apontamento que aqui fica é um conjunto de sugestões mais práticas e de fácil acesso para os devoradores de livros em Portugal: GoodReads Criado em 2006, este site ajuda-te a encontrar a tua próxima leitura, a descobrir novos autores…

  • Opinião

    A pedagogia dos anónimos

    A guerra está declarada. O campo de batalha são as redes sociais. Um frente-a-frente: de um lado, os jornalistas; do outro, os anónimos por detrás de páginas de denúncia. Acusações e escrutínio são as armas de arremesso. Nos últimos tempos, temos assistido ao surgimento de páginas cuja missão passa por desconstruir e analisar as publicações dos media portugueses. A página “Os truques da imprensa portuguesa” é o caso mais paradigmático. Diariamente, “Os Truques” dão dores de cabeça aos jornalistas – e até coleccionam alguns ódios de estimação. Poder-se-ia dizer que são o arquétipo do inimigo dos jornalistas. Mas há outras páginas: “Anti Clickbait Portugal” é uma delas. Em comum, estes…

  • Atualidade,  Informação

    Redes sociais turcas bloqueadas

    O acesso aos WhatsApp, Youtube, Twitter e Facebook na Turquia foi bloqueado esta sexta-feira, tal como várias VPNs (redes de comunicações privadas construídas sobre uma rede de comunicações pública), escreve o TurkeyBlocks – um site turco especializado na monitorização em tempo real da liberdade na internet -, que afirma que também houve restrições no acesso ao Instagram e ao Skype. As interrupções devem-se a limitações de largura de banda, um “estrangulamento” através de servidores nacionais, como a TTNet ou a Turkcell. Apesar de ainda não haver confirmação de ter sido uma decisão do Governo, o bloqueio aconteceu horas depois de aquele ordenar deter dois líderes e pelo menos 13 deputados…

  • Opinião,  Secções

    A política (ainda) não é digital

    A relação dos políticos portugueses com os social media ainda se encontra em período de gestação. A política teima em subestimar o potencial das redes sociais, quando já se percebeu que os benefícios deste casamento são inegáveis. O fenómeno justifica-se, por um lado, pelo conservadorismo da classe política, assente em puritanismos, e, por outro, pelo medo de ouvir a voz do cidadão. Na verdade, poucos são aqueles que arriscam abrir portas aos social media. Quem dá esse passo, acaba por não conseguir levar avante a missão, porque, pura e simplesmente, não há uma estratégia de comunicação focada nas especificidades das redes sociais. Na era do Facebook e afins, seria expectável…

  • Opinião,  Secções

    Há que celebrar o que importa!

    Estou a uns meses de (espero) terminar o curso e entrar no mundo dos crescidos. Dependendo da vossa perspectiva de “copo meio cheio” ou “copo meio vazio”, isto tanto pode ser “ainda faltam uns meses” como “só faltam uns meses”. Para mim ainda faltam uns meses. Eu sei que passa rápido e que é mais depressa do que eu julgo e isso tudo, mas ainda faltam uns meses. No meio destas emoções todas de estar no fim do curso, tenho andado entretida a pensar numa coisa de extrema importância: porque é que ninguém celebra o número de conexões que tem no LinkedIn? Tentem perceber a minha ideia. Uma pessoa atinge…

  • Opinião,  Secções

    As matilhas

    Prezados leitores, antes de mais permitam-me que vos alerte para o facto de neste artigo partir de uma generalização e, por isso, poder ser injusto para alguns. No entanto, já há muito que pretendo escrever sobre este tema e penso não estar errado quanto à generalização que tomo como certa. A minha geração atua como uma matilha. O principal local de atuação são os facebook’s e afins e o objetivo, na maioria dos casos, é, pela superioridade numérica, fazerem valer as suas ideias custe o que custar. Maioritariamente, o conhecimento que apresentam sobre os mais variados temas é superficial, podendo mesmo, por vezes, ser nulo. Consequentemente, tentam encurtar a discussão…

  • Opinião,  Secções

    Realidade ou Ficção

    (Lê o artigo anterior aqui.) Pode não parecer, mas escrever um blogue não é escrever um romance. A sério! Percebo que estejam em choque com esta revelação. Vou dar-vos uns segundos para que possam acalmar-se. Onde é que eu ia? Ah, sim! Cada vez mais se exige, de certa forma, a quem escreve um blogue que tenha o cuidado de ser genuíno e de partilhar aquilo que é, de facto, verdadeiro. Já houve, no entanto, vários casos de pessoas que decidiram criar uma vida online muito mais interessante do que aquela que tinham offline. Ainda há uns meses se soube do caso absurdo de uma australiana que achou que dizer…

  • Opinião,  Secções,  Sem Categoria

    O (não tão) fantástico mundo das bloggers

    Tudo pelos “likes”; nada contra os “likes”! Anda tudo a falar de Essena O’Neill, uma australiana de 18 anos que é “famosa” no Instagram. Ou, se calhar, era. Essena tinha cerca de 750 mil seguidores na rede social e era paga por cada publicação que partilhava lá. Uma simples fotografia a usar determinada peça de roupa podia valer-lhe largas centenas de euros. Essena parecia ter uma vida quase perfeita: parecia é a palavra-chave. A rapariga cansou-se de fingir ser algo que, afinal, não era e começou eliminar algumas fotografias e editar as legendas das restantes, mostrando a realidade associada a cada uma das partilhas. Numa delas, por exemplo, escreveu: “ISTO…

  • Opinião,  Secções

    Somos todos quê?

    Já ouviram a expressão Faz o que eu digo, não faças o que eu faço? Por certo que sim. Trocado por miúdos, o provérbio significa o seguinte: facilmente apontamos o dedo reprovador a alguém, mas dificilmente olhamos para o nosso próprio umbigo. A cultura portuguesa está povoada por personagens típicas. Desde a Padeira de Aljubarrota ao Zé Povinho, passando pelo Velho do Restelo, o imaginário popular é vastíssimo. A coscuvilheira do bairro – aquela mulher dada à alcoviteirice que se empoleira ao beiral da janela a afiar a língua sobre a vida privada da vizinhança – é um exemplar sintomático da sociedade actual. A dita senhora modernizou-se e migrou para…