• Opinião

    Pêras e Abacates: Nunca sem elas

    Celebrou-se no passado domingo, dia 8, o dia daquilo que mais me motiva; o dia da estátua mais perfeita, do ser mais fascinante. A prova de que o mundo é perfeito pois nós, homens, temos a sorte de o poder partilhar com as mulheres. O que seria o mundo sem as mulheres? Teria muito mais futebol a passar na televisão, de facto, mas não seria a mesma coisa. É verdade que nada no mundo tem tantos defeitos, mas elas compensam bem com o dobro das qualidades. A força contra tudo e contra todos que demonstraram ao longo destes séculos. O instinto maternal. A proteção da mãe leoa. Os olhares matadores…

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    Humanidade

    Esta semana decidi variar um bocado o meu registo habitual. Em vez de criticar pequenos momentos da nossa sociedade, optei por criticar toda a nossa humanidade, ou falta dela. Para tal, vou usar como metáfora os cenários apocalípticos que me puseram esta ideia na cabeça. Não quero que se prendam muito com a impossibilidade do cenário, mas sim com a infeliz inevitabilidade das supostas acções. Esta semana voltei a ver os episódios da série “The Walking Dead” que tinha em atraso. Para quem não sabe, a série tem como pano de fundo um planeta, o nosso, onde um vírus transformou quase toda a população mundial em zombies. Mas é nos…

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    Fim do Rápido abranda o Serviço Público

    Começaram no início da semana os cortes a 20% dos comboios que circulam entre o Cais do Sodré e Cascais. A CP passou assim de 251 para 200 comboios por dia nessa linha. Estes cortes incidem sobre os comboios ditos “rápidos” por saltarem 6 estações, entre as 10h e as 17h. O consequente reajuste nos horários implica que, durante este período, apenas haja comboios que param em todas as estações e com intervalos de 20 minutos. A CP justifica-se com os argumentos de que o volume total de passageiros naquele período de tempo não justificava a frequência de comboios rápidos, que apenas 19 dos 80 mil passageiros diários utilizam o…

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    E agora, Charlie?

    2015 começou da pior forma. No dia 7 de janeiro, dois homens (recuso-me a chamar-lhes islamitas) mataram a tiro doze pessoas: dez funcionários do semanário satírico francês Charlie Hebdo e dois polícias franceses. Este não foi “apenas” um acto terrorista aleatório, digamos assim. Foi uma vingança a cartoons feitos pelo semanário relativos a Maomé, que, na opinião destes extremistas, eram um insulto ao Islão. No fundo, foi um ataque à liberdade de expressão. O mundo sentiu o golpe e uniu-se em torno da causa “Je Suis Charlie” – francês para “Eu sou Charlie” -, pela liberdade de expressão. Os culpados foram apanhados e mortos e, no domingo passado, mais de…

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    Bola d’Ouro ou Ferrero Rocher?

    Faltam 3 dias para a entrega do prémio Bola d’Ouro FIFA. No fundo, é o prémio para o melhor jogador do mundo. Antes eram dois. A Bola d’Ouro da revista France Football, em que o vencedor era eleito por jornalistas, e o prémio de melhor jogador do ano da FIFA, em que o vencedor era eleito pelos seleccionadores e capitães das seleções. Em 2010 juntaram-se e criaram este “novo” prémio. O consenso em torno do vencedor raramente existe. Nestes últimos anos então, em que a luta foi só entre Ronaldo e Messi, ainda menos. Essencialmente há aqueles que gostam do Messi e não gostam do Ronaldo, aqueles que gostam do…

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    Somos todos diferentes

    Deus tem futuro? Esta era a pergunta do “Prós e Contras” do dia 8 de dezembro, que eu gravei, e vi esta segunda-feira. Eu sou ateu, mas não venho falar de Deus porque é um tema demasiado complexo para discutir sem dar hipótese aos crentes de explicar a sua fé. O que quero abordar é as entrelinhas do debate que, ao contrário do que pensava, não se focou tanto como devia no futuro de Deus para os jovens. Jovens que crescem com a ciência. O evolucionismo faz parte do programa obrigatório da escola, o criacionismo é uma opção. Mas aquilo que me chamou mais a atenção, e que servirá de…

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    Feliz Natal!

    Já só faltam 364 dias para o Natal! Mal posso esperar. Entretanto o Natal de 2014 ficou para trás, com muitas prendas abertas e outras ainda por abrir. Foi o Natal menos natalício que já tive, mas não deixou de me alegrar o espírito. Se há coisa que adoro é desejar um feliz Natal, umas boas festas ou umas boas entradas a todos com quem tenho contacto. Foi, no entanto, um Natal muito agitado. Para começar, o Pai Natal da Madeira decidiu deixar a entrega de presentes para outro. Durante 36 anos presenteou os madeirenses com escolas, centros de saúde, igrejas, campos de futebol, um aeroporto, 220 km de estradas…

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    Pêras e Abacates: Da paixão à ganância, surgiu um Hobbit

    A trilogia “O Senhor dos Anéis” é uma obra-prima do cinema. Será para sempre uma referência. Ao universo brilhante e fantástico que J.R.R Tolkien concebeu, juntou-se um realizador com uma paixão por esse mesmo universo e daí resultou um grande filme. Para mim, o melhor de sempre. Porquê? Por tudo. História apaixonante e intensa, personagens geniais, grandes actores, efeitos especiais brutais (principalmente para a época) e, sobretudo, conseguimos ver (principalmente quem já viu os making-of’s todos, como é o meu caso) que houve, por parte de todos, um grande amor à camisola. “O Senhor dos Anéis” conseguiu, com um orçamento de 76 milhões (!) de euros por filme, tornar-se numa…

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    Pêras e Abacates: Portugal às vezes não é sinónimo de ter

    Desta vez, para contrabalançar com a semana passada, vou ser mais breve. “Os outros é que são bons”. Ouvimos isto muitas vezes. Já o ouvi vezes de mais em apenas 19 anos de existência. Não é que não concorde. Falta-nos muita coisa, é verdade, mas temos aquilo que muitos ambicionam. De mau temos crise, má gestão, corrupção, líderes fracos, políticos fantoches e a interminável procura pelo chamado “tacho”, etc., etc. Mas e aquilo que temos de bom? É muito e bem mais difícil de mudar (apesar de o que temos de mau não parecer estar para acabar tão brevemente). A ideia para esta crónica surgiu enquanto ouvia a Antena 1…

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    Pêras e Abacates: O papel da imprensa

    Peço, desde já, desculpa por voltar a falar de José Sócrates, mas servirá apenas como ponto de partida para o resto. Isto porque ouvi muitos debates a criticar o papel e a acção da imprensa no acompanhamento do caso. Sobre a questão de estarem a filmar no aeroporto, já falei a semana passada: o erro prende-se com quem quebrou o segredo de justiça, não com os jornalistas. Depois os mesmos fizeram o seu papel. Agora, a partir daí, concordo muitas vezes com o facto de não terem tido a abordagem correcta. Podemos começar com a questão de se saber que José Sócrates comeu cozido à portuguesa e apaga a luz…